1º Seminário sobre Gestão Hospitalar – CRA-BA

logo-crabaO Conselho Regional de Administração da Bahia (CRA-BA) criou Núcleos de Estudos, que tem como finalidade promover uma maior integração com empresários e com o público acadêmico que atua na área temática específica constituída, com o intuito precípuo de alcançar os seguintes objetivos:

  1. Discutir aspectos de inovação tecnológica nas várias áreas da Administração;
  2. Promover debates sobre problemáticas organizacionais vividas;
  3. Incentivar a constante atualização dos profissionais da Administração, desenvolvendo conhecimentos
  4. necessários à sua empregabilidade no ambiente organizacional;
  5. Produzir artigos científicos a respeito das temáticas de cada grupo.

Núcleos de Estudos: 

NÚCLEO

COORDENAÇÃO

Administração de Empresas Familiares Profª. Admª. Maria da Graça Pitiá Barreto
Administração Financeira Prof. Adm. João Marcelo Pitiá Barreto
Gestão das Organizações (TGA) Prof. Adm. Sandro Coelho Moreira Pinto
Gestão Sustentável Profª. Admª. Tatiana Carvalho de Oliveira
Gestão Universitária Prof. Adm.ª Maria das Graças Sodré Fraga Maia 
Gestão de Pessoas Profª. Admª. Maria de Fátima Belchior
Governança Pública Profª. Admª. Maria Isabel Vitória de Carvalho
Ecossistemas de Empreendedorismo e Inovação Profª. Admª. Rosilene Maria Cruz
Administração da Produção Prof.ª Adm.ª Noemia Carneiro de Araújo Resende
Administração Hospitalar Profª. Admª. Ana Virgínia Gomes Di Tullio

Os Núcleos de Estudos funcionam no auditório do Centro de Desenvolvimento do CRA-BA e são compostos por no máximo 30 membros que deverão, necessariamente, ser profissionais registrados e com suas obrigações em dia com o CRA-BA, bem como acadêmicos nas áreas da Administração (Curso de Bacharelado em Administração e Curso Superior de Tecnologia nas Áreas da Administração).

Em 2018, foi constituído o Nucleo de Estudos de Administração Hospitalar Coordenado pela Profº Ana Virginia Gomes Di Tullio.

fb_img_1560539743736Com o Diretor de Formação Profissional : Adm. Edilson Souto Freire e em alinhamento coma Presidente Adm.ª Tânia Maria da Cunha Dias , aconteceu no último dia 13 de junho o Iº Seminário de Administração Hospitalar do CRA-BA, com apresentação do Coral Novos Cantos sob a Regência Carlos Veiga Filho.

Após a brilhante apresentação do Coral e com encerramento saudando o glorioso Santo Antônio em função do seu dia.

Em seguida o Adm José Saturnino Rodrigues proferiu palestra sobre O papel do Administrador na Gestão Hospitalar e apresentou o CASE do Hospital Santa Izabel. A apresentação enriqueceu muito a todos os presentes.

fb_img_1560539747556

Palestra de Vírginia

Em seguida a palestra foi da Adm Virginia Di Tullio apresentou A importância da Hotelaria Hospitalar e Facilities nos Hospitais.

No encerramento a palestrante convidou a todos a saudarem as festas juninas e o meio ambiente e partiu para dançar o Xote Ecológico de Luiz Gonzaga, onde vivenciamos uma descontração e consciência ambiental.

fb_img_1560539756354

 

FÓRUM – Hotelaria e Hospitalidade – Fehosp – 24 de Abril

Criando um Diferencial no Atendimento ao Paciente e Familiares: repensando o fluxo, recepção, segurança

topo_novo_1.pngOnde começa um atendimento hospitalar? Essa pergunta foi feita em uma pesquisa na década de 60 para um grupo de profissionais de hospital e teve respostas variadas dos enfermeiros e médicos, cada qual focando isoladamente o seu processo e o seu ambiente. Se fosse perguntado atualmente, certamente os olhares seriam outros.

A humanização do ambiente hospitalar coloca os valores de hospitalidade a nortear processos e métodos, e principalmente as atitudes dos profissionais afetos ao atendimento ao paciente, desde a chegada até a saída do hospital. Entender as sensações dos pacientes, dos seus familiares, e saber trabalhar com elas de maneira profissional, pode não só distinguir uma instituição das demais, como também fazer com que ela seja reconhecida pelos que por ela são atendidos, como uma instituição comprometida com os melhores e mais autênticos valores sociais.

Dentre os Fóruns do Congresso Anual da Fehosp, teremos um focado em Hotelaria e Hospitalidade (Fórum 8)

FÓRUM 8 – Hotelaria e Hospitalidade

Dia 24 – Quarta-Feira 9h às 9h40 -Criando um Diferencial no Atendimento ao Paciente e Familiares: repensando o fluxo, recepção, segurança

Dentre os palestrantes, Teremos

Inscrição

 

Neste Fórum, teremos abordagens tanto da melhor logística no fluxo do atendimento, quanto nas mais recomendáveis práticas de atenção aos pacientes e acompanhantes.

9h às 09h40 Criando um Diferencial no Atendimento ao Paciente e Familiares: repensando o fluxo, recepção, segurança e fidelização

9h40 às 10h20 Inclusão Digital na Hotelaria Hospitalar: dos serviços de apoio à operacionalização de leitos com gestão integrada nos processos de trabalho

10h20 às 11h Hotelaria: diferencial competitivo nas instituições de saúde – uma visão operacional, tática e estratégica

11h às 11h30 Coffee-Break

11h30 às 12h Case: Hospital Carlos Fernando Malzoni – Matão “Implantação do serviço de camareira e seus benefícios em um hospital filantrópico”

12 às 13h Debate 13h às 14h30 Almoço

14h30 às 15h15 Repensando o Serviço de Processamento de Roupas – SPR através de Processos que Otimizam, Reduzem Custos

15h15 às 18h Painel: Humanização – “ Um Olhar Humano no Outro Humano”

15h15 às 16h Gastronomia Hospitalar: agregando sabores e saberes para além da dietoterapia

16h às 16h30 Coffee-Break

16h30 às 17h Ambientação Hospitalar: uma estratégia para o acolhimento de pacientes, acompanhantes e profissionais da cadeia de cuidados – Arquitetura, Cromoterapia e Áreas de Lazer

17h às 17h30 O Valor do Entretenimento no Ambiente Hospitalar: Grupo Pazlhaçada – Matão SP 17h30 às 18h Debate

 

janaina reisJanaina Reis

Formada em Economia Doméstica pela Universidade Federal de Viçosa e pós-graduada em logística hospitalar, promotora e coordenadora do evento Simpósio de Hotelaria Hospitalar da Zona da Mata Mineira (4°edição), consultora em hotelaria hospitalar e convencional tendo experiência de 8 anos como Coordenadora da Hotelaria Hospitalar em uma instituição acreditada internacionalmente.

 

 

Ingrid Schuch

Ingrid-SchuchConsultora e Especialista em apresentar diagnóstico e soluções para projetos de implantação da Hotelaria em Hospitais, com referência em Hospitais privados e Públicos de POA e SP. Atua como Docente na Faculdade Castelli – Canela, RS(na Graduação de Hotelaria e Hospitalidade).Coordenadora do Curso de Extensão de Hotelaria Hospitalar na Fundatec- POA, também atua como Docente na Universidade La Salle Business Scholl- Canoas, RS Curso de MBA Gestão em Saúde, na disciplina de Hotelaria e  Hospitalidade em Serviços de Saúde.

 

Programação completa do Congresso

Motivar as pessoas a fazer o bem (ou o certo) pelos outro …

Conceitos que aplicamos em nossas soluções

Em nossos sistemas, constantemente implementamos melhorias que a operação de nossos clientes demonstram serem necessárias e úteis. A cada dia conseguimos implementar desde pequenas sinalizações, a conceitos e processos e observamos que o desempenho das operações de nossos clientes evoluem.

Aproveitamos o conhecimento tácito de nossos clientes como uma fonte de inspiração e uma grande oportunidade de receber feed backs que transformam os processos e conseguimos dar melhores resultados ou mesmo garantir que uma atividade seja realizada.

Recentemente tivemos uma palestra no TED de Erez Yoeli sobre “Como motivar as pessoas a fazer o bem pelos outros” (How to motivate people to do good for others) e identificamos que usamos os conceitos indicados em todas nossas soluções.

Muitos dos bons princípios que aí estão…

Fazem parte dos produtos da Voice Technology…

O Ponto Forte dos nossos Sistemas é o de incentivar o colaborador a fazer o certo a fazer o bem…  Através da publicidade dos dados… Todos conseguem enxergar como seu trabalho é importares e como podem ajudar o grupo…

Na apresentação acima, alguns pontos foram destacados:

  • Visibilidade,
  • Eliminar desculpas,
  • Aumento do acompanhamento,
  • Informar expectativas,
  • Motivar as pessoas a fazer o bem (ou o correto)

Podemos aqui citar alguns exemplos onde aplicamos estes conceitos:

Visibilidade

Um dos grandes fatores de sucesso de nossos projetos é dar visibilidade aos dados. Envolver as equipes e todos o envolvidos. No post Gestão a vista! E o poder da publicidade dos dados exploramos bastantes este fator.

Exemplos de como o fator visibilidade é bem aplicado em nossos sistemas são nossas soluções de Gerenciamento de leitos e Controle do Setup das salas cirúrgicas. Temos exemplos nos quais nossos clientes colocam Televisores espalhados pelo Hospital com o Dashboard de controle. Assim fica explícito o trabalho do médico que deu a alta hospitalar, do enfermeiro quando dá liberação ao paciente e libera o leito, das higienizadoras, camareiras e supervisoras em todos processo de higiene e o de leito disponível.

Eliminar desculpas,

Um exemplo de eliminar desculpas que nosso sistema proporciona aos Gestores, É poder evidenciar a produtividade por cada colaborador. Poder mostrar a seu colaborador ou até equipe a produtividade. A seguir temos um gráfico onde é possível selecionar o período (de horas, dias ou meses… ) e mostramos a comparação de serviço realizado por cada um.

produtividade por colaborador

Este tipo de informação é disponível em todas as nossas soluções. Recebemos um depoimento de um cliente que pode reeducar alguns transportadores baseado nos

  • tempos de respostas registrado pelo sistema
  • e também em seus deslocamentos.

Este gestor acompanha os tempos, em nosso sistema de Transporte, e sempre que há algum colaborador que sai da média ela aplica o treinamento específico daquela etapa do serviço .

Aumento do acompanhamento:

Geramos registros on line das as atividades e temos diversas telas de acompanhamento, acredito que a mais explicita o aumento do acompanhamento é a tela de controle de execução das limpezas concorrentes. A seguir temos uma exemplo:

concorrente

Na tela acima é possível verificar se em quais leitos foram executadas as limpezas concorrentes. É possível acompanhar as execuções das limpezas concorrentes, quais não foram ainda realizados, quais não são para serem realizados pois estão em processo de desocupação. E todos os dados destas estão disponíveis em relatórios.

Informar expectativas,

Em todos os sistemas, nos preocupamos em informar a referência de como aquela etapa deve ser realizada.

Um dos exemplos mais marcantes, é nosso painel de acompanhamento do giro de leito:

painel

Nele a cada etapa sinalizamos com alarmes,

  • em verde: etapa está no tempo,
  • em amarelo: etapa está OK, mas chegando perto de estourar a meta
  • em vermelho: etapa estourou a meta

Motivar as pessoas a fazer o bem (ou o correto)

Todos estes fatores ajudam a indicar o caminho de como fazer corretamente as atividades. Parâmetros on line e disponíveis a todos os envolvidos além de engajarem a equipe no objetivo, repartem a responsabilidade da execução.

Fica explicitado o andamento da produtividade equipe, a realização dos resultados esperados e o envolvimento de todos.

Ajudamos com tecnologia que os recursos humanos sejam aplicados da forma mais inteligente, e assim os processos ficam mais simples e o entendimento de os porquê de cada atividade fica bem evidenciado.

Sobre Erez Yoeli

Pesquisador associado da Sloan School of Management do MIT , onde dirige a Equipe de Cooperação Aplicada (ACT). Sua pesquisa se concentra no altruísmo: entender como ele funciona e como promovê-lo. Ele colabora com governos, organizações sem fins lucrativos e empresas para aplicar as lições desta pesquisa para enfrentar desafios do mundo real, como aumentar a conservação de energia, melhorar a adesão aos antibióticos, reduzir o fumo em locais públicos e promover a filantropia.

Uso de QRcode no leito Hospitalar

Os ganhos operacionais já seriam argumento suficiente para a adoção de métodos automatizados que usem a facilidade de leitura de QRCode. Inicialmente somente o tempo ganho na economia de digitação de dados já poderia dar retorno em diversos processos.

Com o uso do QRcode combinado com aplicativos temos:

  • diminuição de erros devido a digitação ou mesmos seleções manuais,
  • ganho de tempo, eliminando etapas de identificação,
  • garantia de execução do registro o lugar e momento correto,
  • quem realizou a ação (pelo aplicativo),

Já escrevemos aqui um post sobre como nossa solução de Checklist Hospitalar Automatizado pode explorar bem esta facilidade de leitura de QRcode.

Com estes dados coletados via leitura de QRcode, é possível identificar o lugar, o momento e fazer checagens ou atualizar status de em sistemas on line.

O QR Code também pode armazenar informações como:

  • Textos (Docs., PDFs e outros)
  • Imagens (PNGs, JPEGs, GIFs e outros)
  • Vídeos (Youtube e outros servidores)
  • Redes Sociais (perfil Línkedln, Facebook, Twitter, Instagram, etc.)
  • Links para websites e app stores
  • SMS e e-mails
  • Mapas

E isso pode ser combinado com processos e controles on line.

leitura do qrcode

Por exemplo, em nossa Solução a pessoa que aplicar o Checklist, não precisará abrir manualmente o número do quarto ou leito, e apenas aponta para o QRcode que tiver impresso no local.

Com este procedimento o ganho de confiabilidade dos registros aumentam muito, pois as informações são registradas no local e no momento da vistoria.

Ainda sobre nossa solução de  Checklist Hospitalar via tablet ou Smartphone,

banner checklist

Veja também o depoimento de um cliente, na palestra de Thaísa Scheffer no Hospital Monte Sinai que aconteceu na III Fórum de Hotelaria Hospitalar do Vale do Paraíba.

Outra facilidade de nosso Checklist é a possibilidade do gerenciamento de lacres de leito.

Sobre QRcode

Código QR (sigla do inglês Quick Response) é um código de barras bidimensional que pode ser facilmente escaneado usando a maioria dos telefones celulares equipados com câmera. Esse código é convertido em texto (interativo), um endereço URI, um número de telefone, uma localização georreferenciada, um e-mail, um contato ou um SMS.

Inicialmente empregado para catalogar peças na produção de veículos, hoje o QR Code é usado no gerenciamento de inventário e controle de estoque em indústrias e comércio. Desde 2003, foram desenvolvidas aplicações que ajudam usuários a inserir dados em telefone celular (telefone móvel) usando a câmera do aparelho. Os códigos QR são comuns também em revistas e propagandas, para registrar endereços e URLs, bem como informações pessoais detalhadas. Em cartões de visita, por exemplo, o código QR facilita muito a inserção desses dados em agendas de telefones celulares. Programas de captura ou PCs com interface RS-232C podem usar um escâner para capturar as imagens.

Hotelaria Hospitalar e Facilities: o diferencial no setor de saúde

Reproduzimos aqui neste post trechos da palestra do Professor Marcelo Boeger na última feira Hospitalar. O texto é do Professor e o link original se encontra nas fontes.

Marcelo Boeger, Presidente da Sociedade Latino-Americana de Hotelaria Hospitalar (SLAHH) e consultor da Hospitalidade Consultoria 

boeger_hotelaria_hospitalarMelhoria de desempenho da equipe, redução de custos, prestação de serviço de primeira…

A otimização de resultados por meio de pessoas e processos é o sonho de consumo de todo e qualquer gestor, independentemente do tamanho e do ramo do negócio.

Sempre há ajustes que podem e devem ser feitos para fomentar a produtividade e a rentabilidade.

Inclusive de instituições particulares e públicas da área da saúde, como hospitais, prontos-socorros, clínicas etc., que passam por problemas sérios de “saúde financeira, reflexos da conjuntura econômica e crise política que assola o País.

A gestão das áreas de hotelaria e facilities a cada ano vem se aprimorando e agrega tecnologia, ciência, conforto e segurança na hospitalidade, oferecendo qualidade, valor e satisfação para o cliente. Este segmento tem a função de contribuir no aprimoramento do sistema hospitalar, que deve ser o resultado de processos, trabalho e valores.

Desde 1999, ano em que passei a atuar no setor de hotelaria e facilities, a reclamação mais recorrente do paciente refere-se à demora no atendimento e também à falta de leito, que muitas vezes é liberado com muita lentidão. Essas falhas geralmente são frutos de uma inércia operacional e administrativa que envolvem pessoas sem metas claras, rotinas de serviços em desarmonia, ambientes e fluxos de pacientes mal resolvidos. Resultado: todos saem perdendo: o cliente final, os colaboradores, os médicos e o hospital.

facilities_innovationDo piso, passando pelas paredes e pelo mobiliário com dificuldade de higienização e secagem, até o horário em que são servidas as refeições, a maior parte da rotina de hotelaria interfere no “giro do leito”, isto é, quantas vezes o mesmo leito gira em um período, que é diretamente afetado pelo Tempo Médio de Permanência e pelo tempo entre a saída do paciente e a ocupação do mesmo leito por novo paciente. Alguns hospitais já conseguem reduzir esse tempo – o que reflete positivamente o faturamento no final do mês – conscientizando que todos os envolvidos fazem parte de um mesmo mecanismo: quando um trava, todo o time para, pois é uma meta compartilhada que deve envolver toda a equipe, fechando o elo.

Aproveitando o uso do leito com inteligência de processos

Essa corrida contra o relógio vem ocorrendo principalmente nos últimos anos, quando as instituições de saúde perceberam que, quando a área de hotelaria e facilities atua de forma estratégica em diferentes níveis de serviço – da diretoria ao operacional, passando pela gerência e coordenação –, tudo flui de maneira mais rápida e eficiente, reduzindo o tempo de permanência no ambiente da saúde e, ao mesmo tempo, otimizando monetariamente todo o processo.

Os hospitais são instituições complexas de serem administradas e a despeito de seus esforços, carecem de uma estrutura física e humana menos traumática ao paciente, podendo tornar a hospitalidade como um agente fomentador de calor humano, acolhimento, em contraste com a frieza do ambiente hospitalar. É possível evitar, por exemplo, que pacientes clinicamente aptos para ter alta fiquem internados por burocracias ou má gestão das tarefas clínicas. Também se pode escolher o tipo de cirurgia que será feita em determinados horários e dias da semana visando à disponibilidade de leitos.

Tudo pode ser mais bem gerenciado observando-se atentamente o próprio fluxo do hospital para estabelecer novas rotinas que favoreçam a realização de todos os serviços – da troca de uma lâmpada à compra de lençóis, passando pela escala de cirurgias. Com os reais números de quanto custa cada setor do hospital na mão, é possível realizar estudos para propor a escala de folga dos funcionários, o momento adequado para fazer a manutenção de um quarto, participação nos resultados para aqueles que atendem essas metas, entre outras benfeitorias.

Quando toda a engrenagem funciona bem, o paciente, mesmo não percebendo todos os pormenores, “registra” que viveu uma experiência positiva, em que “tudo ocorreu bem”, pois se sentiu seguro e confortável diante do atendimento prestado – sobretudo pelas pessoas que o acompanharam durante a estadia – com competência e agilidade. E isso já é mais do que suficiente para fidelizá-lo e gerar um desfecho positivo ao mesmo.

Portanto, a hotelaria hospitalar é um conjunto de processos, serviços e procedimentos, desde a arquitetura, instalações, equipamentos até os recursos humanos.

 Projeto arquitetônico a favor da fluidez na rotina hospitalar

Um bom projeto de arquitetura hospitalar é meio caminho andado para garantir que a logística de hotelaria e facilities funcione bem. Vai muito além da escolha de revestimentos, móveis e adornos. Começa com a criação de espaços, áreas de circulação e fluxos que sirvam de apoio no dia a dia clínico.

O depósito de material de limpeza, a copa, o expurgo, a rouparia, o abrigo de resíduos temporário, por exemplo, tem de estar estrategicamente alocado para não só atender normas e legislação, mas também para reduzir fluxos desnecessários, reduzir o uso de elevadores, gerenciar o fluxo de pacientes, seus acompanhantes, colaboradores e médicos.

Esse raciocínio vale para decidir onde manter um local para guardar o enxoval ou ainda montar uma miniestrutura na copa para abastecimento de utensílios e alimentos. Todos esses cuidados otimizam sobretudo o desempenho de todos os profissionais hoteleiros, que se sentem mais produtivos, porque conseguem concretizar as tarefas com mais assertividade – o retrabalho é sempre desmotivador e caro.

Uma arquitetura hospitalar, em harmonia com a área de facilities, entrega soluções mensuráveis, em médio e longo prazo, que refletem em todo e qualquer custo da operação diária de um hospital.

Apartamento na Feira Hospitalar:

vitrine de todo o processo de um hospital

Recentemente, em parceria com a acr arquitetura, a Grau Engenharia e a Senzi Lighting, participei da 25ª edição da Hospitalar apresentando um apartamento de internação, que foi usado para demonstrar algumas dinâmicas relacionadas a facilities. Atores simularam situações cotidianas de um hospital que puderam ser acompanhadas pelos visitantes em uma arquibancada estrategicamente locada.

O projeto agregou o que há de mais moderno em design, conforto e tendências, inclusive tecnológicas, como na área de iluminação e na plataforma de comunicação. Teve aspectos realistas e outros conceituais, além de apresentar inovações em revestimentos. Na ocasião, fiz palestras sobre produtos que reduzem custos e melhoram a eficiência e a segurança do paciente em hospitais, clínicas e laboratórios.

Por meio desse estande, mostrou-se que o apartamento de internação é uma pequena e importante parte de um universo muito grande, uma vitrine que reflete se os processos internos de um hospital estão ou não funcionando de forma eficaz e produtiva em todos os setores.

Demonstrações realistas

As demonstrações aconteceram no Quarto Hospitalar Modelo.

“Projetamos um quarto hospitalar com o objetivo de ser o mais humanizado possível. O espaço é bem conceitual, o que possibilita que o público veja com clareza o que será demonstrado dentro dele, mas também é um local onde se pode observar diversas tendências em tecnologias, design, novos materiais e mobiliário, por exemplo”,

explicou Antônio Carlos Rodrigues,

arquiteto titular da ACR Arquitetura, escritório especializado em saúde.

 

Fontes:

em 10 de Novembro de 2018

Marcelo Boeger, 

Presidente da Sociedade Latino-Americana de Hotelaria Hospitalar (SLAHH) e consultor da Hospitalidade Consultoria