O verdadeiro papel dos líderes por Marcelo Boeger

Matéria retirado do perfil do linkedin de:

Marcelo Boeger Consultor e Gestor em Hotelaria e Facilities na Hospitalidade Consultoria

Marcelo BoegerPresidente da Sociedade Latino Americana de Hotelaria Hospitalar e Vice-Presidente da AMTSBE – Associação Mundial de Turismo de Saúde e Bem-Estar.

– Mestre em Planejamento Ambiental pela Universidade Ibero Americana
– Mestre em Gestão da Hospitalidade pela Universidade Anhembi Morumbi.
– Coordenador e professor do curso de especialização do Hospital
Albert Einstein e professor convidado nos cursos de MBA em Gestão da
Saúde e Infecção Hospitalar (INESP) e Fundação UNIMED.
– Líder e fundador do Grupo de Excelência em Hotelaria do Conselho Regional de Administração de São Paulo;
– Sócio e Consultor da Empresa Hospitallidade Consultoria e autor de
diversos livros, entre eles:
· Liderança em 5 Atos, Editora Yendis, 2012 (co-autor) 2a. edição.
· Manual de Especialização em Hotelaria Hospitalar do Hospital Albert
Einstein, Ed.Manole,2011 (organizador)
· Hotelaria Hospitalar, Gestão em Hospitalidade e Humanização- 3ª.
edição – ed. Senac, 2011 (autor).

 

Artigo publicado no Jornal TodoDia, de Americana/Campinas – SP, sobre o verdadeiro papel dos líderes nas instituições de saúde. 

Link da Matéria Original

Marcelo Boeger explica a Síndrome de Boreout nas instituições de saúde

Por Marcelo Boeger* (repost da matéria da Revista InfraConteúdo publicado em 25 de março de 2019

As instituições hospitalares já conhecem os resultados da Síndrome de Burnout, na eficiência e na falta de humanização dos serviços, principalmente entre as equipes assistenciais. Ela caracteriza-se pela exaustão emocional, despersonalização e esgotamento gerado por forte estresse causado pela natureza do próprio trabalho que desempenha associado às condições em que suas atividades se desenvolvem.

 

O que poucos falam é sobre uma outra síndrome, que acomete as instituições de forma invisível e onerosa, a chamada “Síndrome de Boreout”, em que o colaborador não se identifica com aquilo que faz, atua mal e vagarosamente, apresentando resultados de baixo desempenho, usando seu tempo para assuntos pessoais – de forma discreta para garantir seu status quo, não ser identificado e manter a estabilidade de seu emprego, embora deteste as tarefas a serem desempenhadas -, quando possível, se escondendo atrás de reuniões intermináveis, comissões que o mantem longe de suas atividades originais e prefere atuar dentro das tarefas desenhadas sem metas e sem resultados claros ou mensuráveis.

O Boreout, pode ser caracterizado pelo sentimento de subutilização do colaborador, sua indiferença em relação aos resultados corporativos e enorme aborrecimento ao executar as tarefas de sua responsabilidade. As consequências são sempre sérias para a empresa. Pode afetar toda sua equipe de trabalho e até o cliente, devido à baixa produtividade, chegando em alguns casos mais extremos à sabotagem aos processos, atenção seletiva, absenteísmo e desumanização.

Alguns sintomas são clássicos: desânimo, depressão, ansiedade, tendências de isolamento, sensação de esgotamento físico e emocional, sabotagem ao processo, sofrimento e ansiedade diária antes de ir ao trabalho. A euforia em esperar diariamente o horário de fim da jornada e a escolha em não ser lembrado por sua liderança para realização de suas atividades, uma preguiça constante e a fuga de suas responsabilidades são facilmente identificáveis a um olhar mais atento.

Para reconhecer os sintomas e criar atividades mais desafiadoras e motivadoras, a liderança necessita mapear seus processos e criar parâmetros de mensuração de desempenho para que possa identificar baixa produtividade, problemas no ambiente de trabalho e tomar providências junto as suas equipes. São eles:

 Reconhecer o clima existente entre todos e monitorar o desempenho individual de cada colaborador.

 Criar um canal de comunicação entre os colaboradores e seus gestores ou mesmo com a área de Recursos Humanos (RH) pode ser um bom instrumento de captação e obtenção de informações sobre o clima organizacional. O RH pode, sem dúvida, ajudar na instrumentalização deste desempenho, mas este ainda é de responsabilidade da liderança imediata, que está junto, diariamente, de sua equipe e atua de forma direta.

 Sensibilizar essas lideranças para os sintomas, suas causas e consequências pode ser útil para os resultados.

 Ajudá-los a ter uma leitura do ambiente de trabalho, por meio de indicadores comportamentais pode ajudar a reconhecer estes problemas mais rapidamente para tomar providências, antes que sejam irreversíveis e se incorpore na cultura de toda uma equipe de trabalho.

Sentimento de baixo reconhecimento ou de não pertencimento são emblemáticos e um combustível excelente para que a Boreout exista. Quando a Boreout afeta profissionais de contato direto com o cliente, cuja atividade exige maior dedicação emocional e abnegação, normalmente os resultados são sentidos na avaliação do próprio cliente. Na área de Saúde, pode ser visto como aspectos de desumanização, baixo interesse nas atividades, morosidade na realização das tarefas e procrastinação.

A Boreout é resultado de um distanciamento do colaborador com o trabalho, por não ver mais sentido naquela ocupação, ou as vezes, pode acontecer por se sentir superqualificado para aquelas tarefas ou por não se identificar com aquilo que a empresa desenvolve ou produz – em suas metas e visões corporativas. Pode também se sentir pouco valorizado pelo baixo salário que recebe, quando comparado com o potencial que imagina ter, frustrando-se por ter que se submeter a atividades tão pouco desafiadoras.

 

Marcelo Boeger

Consultor e Gestor em Hotelaria e Facilities na Hospitalidade Consultoria

Marcelo BoegerAdministrador de Empresas, Coordenador e Professor do curso de especialização em hotelaria hospitalar do Hospital Albert Einstein (IIEPAE). Mestre em Planejamento em Gestão Ambiental pelo Centro Universitário Ibero Americano (Unibero), Mestre em Hospitalidade pela Universidade Anhembi Morumbi. Sócio e Consultor da empresa Hospitallidade Consultoria. Autor de diversos livros, entre eles: Liderança em 5 atos – ferramentas práticas para gestores em instituições de saúde (Yendis, 2012); Hotelaria hospitalar – Manuais de especialização Hospital Albert Einstein (Manole, 2011); e Hotelaria hospitalar – gestão em hospitalidade e humanização (2ª ed., Senac, 2012).

Publicação do Coalizão Saúde: “Uma agenda para transformar o sistema de saúde”

O ICOS – Instituto Coalizão Saúde é formado por representantes da cadeia produtiva do setor de saúde e pretende contribuir, de forma propositiva e pluralista, para o debate e a busca de novos avanços na área, em resposta às demandas da população e às necessidades do país.

Dentre os diversos Relatórios propositivos, temos um focado na agenda de transformação da saúde. O arquivo está disponível:

Publicação Coalizão Saúde Brasil – Uma agenda para transformar o sistema de saúde

Baixe o Relatório de emprego na cadeia de Saúde Suplementar da IESS

iessA cadeia da saúde suplementar impulsionou o mercado de trabalho em 2018. Segundo o “Relatório de Emprego na Cadeira da Saúde Suplementar”, realizado pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), o setor criou 106,6 mil novas vagas de trabalho formal entre outubro do ano passado e o mesmo mês, em 2017.

Uma alta de 3,1%, passando a empregar 3,5 milhões de pessoas. Com isso, o segmento representa hoje 8,1% da força de trabalho empregada no país (43,5 milhões de pessoas). Saiba mais no site do IESS

Baixe aqui o relatório 

Sobre o IESS

O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma organização sem fins lucrativos que tem por objetivo promover e realizar estudos de aspectos conceituais e técnicos que sirvam de embasamento para implementação de políticas e introdução de melhores práticas voltadas para a saúde suplementar.

 

 

Livro Branco Anahp ! Brasil Saúde 2019

livrobrancoanahp.png

A partir de uma visão macropolítica, econômica e social e buscando a essência de um modelo de saúde que contribua para a sociedade brasileira, com foco no cidadão usuário do sistema de saúde, a Anahp apresenta o Livro Branco: Brasil Saúde 2019, fruto de extensa análise do sistema de saúde brasileiro e de experiências mundiais. O documento expõe propostas para o aprimoramento da atenção à saúde e da atuação integrada entre os setores público e privado, visando uma assistência com maior qualidade e eficiência.
O Livro Branco da Saúde 2019 traz diversas tendências e previsões para o setor da saúde para os próximos anos. Entre os eixos abordados, está a regulamentação e financiamento geral do sistema.
 

Fonte:

 Post do Perfil da Anahp no Linkedin :

Recomendamos a leitura !

indicadoresestadodaarte

Deve ser lançado agora em Março o livro:

“Gestão com indicadores: O estado da arte na Hotelaria Hospitalar”

Dentre os autores temos o

marceloboeger

O Professor Marcelo Boeger, 

Presidente da Sociedade Latino-Americana de Hotelaria Hospitalar (SLAHH) e consultor da Hospitalidade Consultoria 

 

roberto fariasO Professor Roberto Farias

Professor docenteMrh Gestão de Pessoas e Serviços
Presidente -Sociedade Brasileira de Hotelaria Hospitalar Regional Ceará
Consultoria em Hotelaria Hospitalar – Centro de Estudo e Pesquisa em Hospitalidade e Hotelaria Hospitalar

domenico caruso

Domenico Caruso

Gerente de Operações do HCOR

 

djair picchiai

Djair Picchiai
Doutor at EAESP-FGV

Motivar as pessoas a fazer o bem (ou o certo) pelos outro …

Conceitos que aplicamos em nossas soluções

Em nossos sistemas, constantemente implementamos melhorias que a operação de nossos clientes demonstram serem necessárias e úteis. A cada dia conseguimos implementar desde pequenas sinalizações, a conceitos e processos e observamos que o desempenho das operações de nossos clientes evoluem.

Aproveitamos o conhecimento tácito de nossos clientes como uma fonte de inspiração e uma grande oportunidade de receber feed backs que transformam os processos e conseguimos dar melhores resultados ou mesmo garantir que uma atividade seja realizada.

Recentemente tivemos uma palestra no TED de Erez Yoeli sobre “Como motivar as pessoas a fazer o bem pelos outros” (How to motivate people to do good for others) e identificamos que usamos os conceitos indicados em todas nossas soluções.

Muitos dos bons princípios que aí estão…

Fazem parte dos produtos da Voice Technology…

O Ponto Forte dos nossos Sistemas é o de incentivar o colaborador a fazer o certo a fazer o bem…  Através da publicidade dos dados… Todos conseguem enxergar como seu trabalho é importares e como podem ajudar o grupo…

Na apresentação acima, alguns pontos foram destacados:

  • Visibilidade,
  • Eliminar desculpas,
  • Aumento do acompanhamento,
  • Informar expectativas,
  • Motivar as pessoas a fazer o bem (ou o correto)

Podemos aqui citar alguns exemplos onde aplicamos estes conceitos:

Visibilidade

Um dos grandes fatores de sucesso de nossos projetos é dar visibilidade aos dados. Envolver as equipes e todos o envolvidos. No post Gestão a vista! E o poder da publicidade dos dados exploramos bastantes este fator.

Exemplos de como o fator visibilidade é bem aplicado em nossos sistemas são nossas soluções de Gerenciamento de leitos e Controle do Setup das salas cirúrgicas. Temos exemplos nos quais nossos clientes colocam Televisores espalhados pelo Hospital com o Dashboard de controle. Assim fica explícito o trabalho do médico que deu a alta hospitalar, do enfermeiro quando dá liberação ao paciente e libera o leito, das higienizadoras, camareiras e supervisoras em todos processo de higiene e o de leito disponível.

Eliminar desculpas,

Um exemplo de eliminar desculpas que nosso sistema proporciona aos Gestores, É poder evidenciar a produtividade por cada colaborador. Poder mostrar a seu colaborador ou até equipe a produtividade. A seguir temos um gráfico onde é possível selecionar o período (de horas, dias ou meses… ) e mostramos a comparação de serviço realizado por cada um.

produtividade por colaborador

Este tipo de informação é disponível em todas as nossas soluções. Recebemos um depoimento de um cliente que pode reeducar alguns transportadores baseado nos

  • tempos de respostas registrado pelo sistema
  • e também em seus deslocamentos.

Este gestor acompanha os tempos, em nosso sistema de Transporte, e sempre que há algum colaborador que sai da média ela aplica o treinamento específico daquela etapa do serviço .

Aumento do acompanhamento:

Geramos registros on line das as atividades e temos diversas telas de acompanhamento, acredito que a mais explicita o aumento do acompanhamento é a tela de controle de execução das limpezas concorrentes. A seguir temos uma exemplo:

concorrente

Na tela acima é possível verificar se em quais leitos foram executadas as limpezas concorrentes. É possível acompanhar as execuções das limpezas concorrentes, quais não foram ainda realizados, quais não são para serem realizados pois estão em processo de desocupação. E todos os dados destas estão disponíveis em relatórios.

Informar expectativas,

Em todos os sistemas, nos preocupamos em informar a referência de como aquela etapa deve ser realizada.

Um dos exemplos mais marcantes, é nosso painel de acompanhamento do giro de leito:

painel

Nele a cada etapa sinalizamos com alarmes,

  • em verde: etapa está no tempo,
  • em amarelo: etapa está OK, mas chegando perto de estourar a meta
  • em vermelho: etapa estourou a meta

Motivar as pessoas a fazer o bem (ou o correto)

Todos estes fatores ajudam a indicar o caminho de como fazer corretamente as atividades. Parâmetros on line e disponíveis a todos os envolvidos além de engajarem a equipe no objetivo, repartem a responsabilidade da execução.

Fica explicitado o andamento da produtividade equipe, a realização dos resultados esperados e o envolvimento de todos.

Ajudamos com tecnologia que os recursos humanos sejam aplicados da forma mais inteligente, e assim os processos ficam mais simples e o entendimento de os porquê de cada atividade fica bem evidenciado.

Sobre Erez Yoeli

Pesquisador associado da Sloan School of Management do MIT , onde dirige a Equipe de Cooperação Aplicada (ACT). Sua pesquisa se concentra no altruísmo: entender como ele funciona e como promovê-lo. Ele colabora com governos, organizações sem fins lucrativos e empresas para aplicar as lições desta pesquisa para enfrentar desafios do mundo real, como aumentar a conservação de energia, melhorar a adesão aos antibióticos, reduzir o fumo em locais públicos e promover a filantropia.

Hotelaria Hospitalar e Facilities: o diferencial no setor de saúde

Reproduzimos aqui neste post trechos da palestra do Professor Marcelo Boeger na última feira Hospitalar. O texto é do Professor e o link original se encontra nas fontes.

Marcelo Boeger, Presidente da Sociedade Latino-Americana de Hotelaria Hospitalar (SLAHH) e consultor da Hospitalidade Consultoria 

boeger_hotelaria_hospitalarMelhoria de desempenho da equipe, redução de custos, prestação de serviço de primeira…

A otimização de resultados por meio de pessoas e processos é o sonho de consumo de todo e qualquer gestor, independentemente do tamanho e do ramo do negócio.

Sempre há ajustes que podem e devem ser feitos para fomentar a produtividade e a rentabilidade.

Inclusive de instituições particulares e públicas da área da saúde, como hospitais, prontos-socorros, clínicas etc., que passam por problemas sérios de “saúde financeira, reflexos da conjuntura econômica e crise política que assola o País.

A gestão das áreas de hotelaria e facilities a cada ano vem se aprimorando e agrega tecnologia, ciência, conforto e segurança na hospitalidade, oferecendo qualidade, valor e satisfação para o cliente. Este segmento tem a função de contribuir no aprimoramento do sistema hospitalar, que deve ser o resultado de processos, trabalho e valores.

Desde 1999, ano em que passei a atuar no setor de hotelaria e facilities, a reclamação mais recorrente do paciente refere-se à demora no atendimento e também à falta de leito, que muitas vezes é liberado com muita lentidão. Essas falhas geralmente são frutos de uma inércia operacional e administrativa que envolvem pessoas sem metas claras, rotinas de serviços em desarmonia, ambientes e fluxos de pacientes mal resolvidos. Resultado: todos saem perdendo: o cliente final, os colaboradores, os médicos e o hospital.

facilities_innovationDo piso, passando pelas paredes e pelo mobiliário com dificuldade de higienização e secagem, até o horário em que são servidas as refeições, a maior parte da rotina de hotelaria interfere no “giro do leito”, isto é, quantas vezes o mesmo leito gira em um período, que é diretamente afetado pelo Tempo Médio de Permanência e pelo tempo entre a saída do paciente e a ocupação do mesmo leito por novo paciente. Alguns hospitais já conseguem reduzir esse tempo – o que reflete positivamente o faturamento no final do mês – conscientizando que todos os envolvidos fazem parte de um mesmo mecanismo: quando um trava, todo o time para, pois é uma meta compartilhada que deve envolver toda a equipe, fechando o elo.

Aproveitando o uso do leito com inteligência de processos

Essa corrida contra o relógio vem ocorrendo principalmente nos últimos anos, quando as instituições de saúde perceberam que, quando a área de hotelaria e facilities atua de forma estratégica em diferentes níveis de serviço – da diretoria ao operacional, passando pela gerência e coordenação –, tudo flui de maneira mais rápida e eficiente, reduzindo o tempo de permanência no ambiente da saúde e, ao mesmo tempo, otimizando monetariamente todo o processo.

Os hospitais são instituições complexas de serem administradas e a despeito de seus esforços, carecem de uma estrutura física e humana menos traumática ao paciente, podendo tornar a hospitalidade como um agente fomentador de calor humano, acolhimento, em contraste com a frieza do ambiente hospitalar. É possível evitar, por exemplo, que pacientes clinicamente aptos para ter alta fiquem internados por burocracias ou má gestão das tarefas clínicas. Também se pode escolher o tipo de cirurgia que será feita em determinados horários e dias da semana visando à disponibilidade de leitos.

Tudo pode ser mais bem gerenciado observando-se atentamente o próprio fluxo do hospital para estabelecer novas rotinas que favoreçam a realização de todos os serviços – da troca de uma lâmpada à compra de lençóis, passando pela escala de cirurgias. Com os reais números de quanto custa cada setor do hospital na mão, é possível realizar estudos para propor a escala de folga dos funcionários, o momento adequado para fazer a manutenção de um quarto, participação nos resultados para aqueles que atendem essas metas, entre outras benfeitorias.

Quando toda a engrenagem funciona bem, o paciente, mesmo não percebendo todos os pormenores, “registra” que viveu uma experiência positiva, em que “tudo ocorreu bem”, pois se sentiu seguro e confortável diante do atendimento prestado – sobretudo pelas pessoas que o acompanharam durante a estadia – com competência e agilidade. E isso já é mais do que suficiente para fidelizá-lo e gerar um desfecho positivo ao mesmo.

Portanto, a hotelaria hospitalar é um conjunto de processos, serviços e procedimentos, desde a arquitetura, instalações, equipamentos até os recursos humanos.

 Projeto arquitetônico a favor da fluidez na rotina hospitalar

Um bom projeto de arquitetura hospitalar é meio caminho andado para garantir que a logística de hotelaria e facilities funcione bem. Vai muito além da escolha de revestimentos, móveis e adornos. Começa com a criação de espaços, áreas de circulação e fluxos que sirvam de apoio no dia a dia clínico.

O depósito de material de limpeza, a copa, o expurgo, a rouparia, o abrigo de resíduos temporário, por exemplo, tem de estar estrategicamente alocado para não só atender normas e legislação, mas também para reduzir fluxos desnecessários, reduzir o uso de elevadores, gerenciar o fluxo de pacientes, seus acompanhantes, colaboradores e médicos.

Esse raciocínio vale para decidir onde manter um local para guardar o enxoval ou ainda montar uma miniestrutura na copa para abastecimento de utensílios e alimentos. Todos esses cuidados otimizam sobretudo o desempenho de todos os profissionais hoteleiros, que se sentem mais produtivos, porque conseguem concretizar as tarefas com mais assertividade – o retrabalho é sempre desmotivador e caro.

Uma arquitetura hospitalar, em harmonia com a área de facilities, entrega soluções mensuráveis, em médio e longo prazo, que refletem em todo e qualquer custo da operação diária de um hospital.

Apartamento na Feira Hospitalar:

vitrine de todo o processo de um hospital

Recentemente, em parceria com a acr arquitetura, a Grau Engenharia e a Senzi Lighting, participei da 25ª edição da Hospitalar apresentando um apartamento de internação, que foi usado para demonstrar algumas dinâmicas relacionadas a facilities. Atores simularam situações cotidianas de um hospital que puderam ser acompanhadas pelos visitantes em uma arquibancada estrategicamente locada.

O projeto agregou o que há de mais moderno em design, conforto e tendências, inclusive tecnológicas, como na área de iluminação e na plataforma de comunicação. Teve aspectos realistas e outros conceituais, além de apresentar inovações em revestimentos. Na ocasião, fiz palestras sobre produtos que reduzem custos e melhoram a eficiência e a segurança do paciente em hospitais, clínicas e laboratórios.

Por meio desse estande, mostrou-se que o apartamento de internação é uma pequena e importante parte de um universo muito grande, uma vitrine que reflete se os processos internos de um hospital estão ou não funcionando de forma eficaz e produtiva em todos os setores.

Demonstrações realistas

As demonstrações aconteceram no Quarto Hospitalar Modelo.

“Projetamos um quarto hospitalar com o objetivo de ser o mais humanizado possível. O espaço é bem conceitual, o que possibilita que o público veja com clareza o que será demonstrado dentro dele, mas também é um local onde se pode observar diversas tendências em tecnologias, design, novos materiais e mobiliário, por exemplo”,

explicou Antônio Carlos Rodrigues,

arquiteto titular da ACR Arquitetura, escritório especializado em saúde.

 

Fontes:

em 10 de Novembro de 2018

Marcelo Boeger, 

Presidente da Sociedade Latino-Americana de Hotelaria Hospitalar (SLAHH) e consultor da Hospitalidade Consultoria 

 

Melhores Hospitais do Brasil

O site Bidu fez um excelente artigo onde apontou os melhores Hospitais do País. Este foi baseado em

  • indicadores públicos da ANS,
  • site JCI e
  • Revista AméricaEconomía/ranking 2017,

o artigo monta uma tabela com os melhores segundo estes indicadores. (link do artigo original no fim deste post, em fontes)

Temos muito orgulho de nos depararmos com a lista e verificarmos que os grandes destaques são nossos cliente. Acreditamos que nossas soluções ajudam todos eles em eficiência, produtividade e garantia de processos mais efetivos.

São destaques do estudo artigo os seguintes Hospitais:

O artigo aponta diversas fontes que podem ser consultadas na hora de saber quais são os hospitais brasileiros considerados como referência. As acreditações e certificações são instrumentos que contribuem para a proteção do consumidor. Por isso, elas podem ser um diferencial para seu bem-estar e tranquilidade.

Três das mais importantes entidades em de qualidade que foram apontadas pelo artigo. Elas avaliam os estabelecimentos em quesitos alinhados à práticas como segurança do paciente, humanização, tecnologia, eficiência, entre outros.

Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulga uma relação de hospitais que atendem os critérios de qualidade importantes na assistência prestada à população.

Acreditação também foi um dos pontos considerados no artigo. É apontado estabelecimentos que possuem certificação máxima de qualidade emitida por instituições acreditadoras de serviços de saúde. A acreditação é realizada a cada dois ou três anos e mede a qualidade da assistência através de um conjunto de padrões relacionados ao serviço prestado da instituição como um todo. Os estabelecimentos que participam dessa avaliação fazem isso de forma voluntária.

Veja aqui a relação completa dos hospitais com acreditação máxima.

Foi considerado também Índice de readmissão hospitalar,  este indicador mede a capacidade do prestador em promover a recuperação dos pacientes de forma eficaz. Esse é um parâmetro comumente usados para a qualidade assistencial. Espera-se que o hospital promova melhorias para prover o cuidado efetivo ao paciente, dentro do menor tempo possível.

Aqui são avaliados quesitos como o gerenciamento do quadro clínico dos pacientes, o planejamento de alta,  a capacitação da equipe do hospital e fluxos e protocolos de atendimento.

Acompanhe aqui a relação completa de hospitais que atenderam a taxa de readmissão hospitalar.

O Indicador de Segurança do paciente, foi um dos utilizados pelo artigo para escolher os melhores hospitais do Brasil.  O motivo é a premissa de estimular a melhoria contínua dos processos de cuidado e do uso seguro de tecnologias da saúde.

O hospitais relacionados estão em acordo com a Resolução nº 36/2013 da Anvisa, que determina que todos os serviços de saúde devem constituir núcleos de segurança do paciente. Confira a lista completa de hospitais com núcleo de segurança do paciente cadastrado na Anvisa.

Todos os anos, a revista América Economía publica um ranking que reúne os melhores hospitais da América Latina. São considerados critérios que medem os esforços em relação ao melhor atendimento clínico e à percepção dos pacientes.

Pode participar do ranking qualquer hospital ou clínica de alta complexidade – entre públicas, privadas ou universitárias. Para participar, os hospitais devem fornecer múltiplos serviços em uma ampla gama de especialidades médicas.

A revista convida, em média, 200 entidades de países como Argentina, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Chile, Cuba, Equador, México, Panamá, Peru, Uruguai e Venezuela.

São consideradas no ranking as entidades que conseguiram obter um valor superior a 50 pontos no indicador final. Em 2017, 49 hospitais entraram na lista e dentre eles, 11 são brasileiros.

A pesquisa se baseia em um questionário. Ele reúne dados-chave que tratam de seis dimensões da qualidade do hospital:

  • Segurança e Dignidade do Paciente: são avaliados os indicadores de processos e resultados que permitem minimizar os riscos do hospital;
  • Capital Humano: análise da equipe médica, da enfermagem e da direção do hospital;
  • Capacidade: indicadores do número de altas, leitos, especialidades e subespecialidades médicas, exames laboratoriais, cirurgias, entre outros. Aqui também são considerados os investimentos;
  • Gestão do conhecimento: mede a capacidade de gerar, obter e disseminar a vanguarda do conhecimento médico na entidade;
  • Eficiência: são analisadas variáveis como taxas de ocupação de leitos ou salas de operação; as finanças (balanços e demonstrações de resultado) e os mecanismos de gestão da qualidade.
  • Prestígio: medido por meio de pesquisas junto à classe médica e aos leitores da publicação.

A relação completa do ranking organizado pela revista pode ser conferida aqui.

Uma outra referência que mede a qualidade dos serviços prestados pelos hospitais é concedida pelo órgão americano Joint Commission International (JCI). O órgão é líder mundial em certificação de organizações de saúde e, no Brasil, é representado pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA).

Os padrões da acreditação avaliam critérios de qualidade e de segurança tais como:

  • Atendimento
  • Gestão
  • Infraestrutura
  • Qualificação profissional

Por meio de visitas, entrevistas e análises de documentos, os avaliadores checam mais de 1.300 itens. A certificação pode ser solicitada por instituições públicas, privadas e centros médicos acadêmicos e, em média, a adaptação às exigências leva dois anos.

Veja a relação completa de estabelecimentos acreditados pelo JCI .

Fontes:

https://www.bidu.com.br/blog/melhores-hospitais-do-brasil/ em 10 de Setembro de 2018

Gestão de leitos – Unimed Petrópolis

Nosso Blog dá espaço para a divulgação de conhecimento, principalmente quando se trata da área de atuação de nossos clientes.

Caso você queira aproveitar nosso espaço, entre em contato aqui mesmo, comentando este post …

flavia_favero-e1529969384753.jpgNeste Post publicamos a palestra de Flávia Fávero :

  • Responsável pela Hotelaria Hospitalar da Unimed Petrópolis-RJ
  • Presidente da Sociedade de Hotelaria do Estado do Rio de Janeiro

que palestrou com o tema:

GESTÃO DE LEITOS – COMO EU FAÇO?

unimedpetropolisInicialmente, Flávia apresentou o Hospital.

Citou a missão do Hospital:

Prestar assistência em saúde com humanização, qualidade, segurança e efetividade aos clientes.

Na sequência mostrou o Hospital em números:

  • 504 funcionários e mais 193 de empresas parceiras;
  • 87 leitos, (67 internações gerais, 20 em UTI’s ),
  • 5 salas cirúrgicas;
  • Taxa de ocupação de 83%;
  • média de permanência de 5,45 dias;
  • Realizamos em média por mês em 2018:  5223 atendimentos no pronto atendimento;
  • 406 internações;
  • 354 cirurgias.

Para entrar no assunto de Gestão de leitos , Flávia citou 3 definições que para ela são importantíssima:

” É a utilização dos leitos disponíveis em sua capacidade máxima dentro dos critérios técnicos definidos pela instituição, visando a diminuição da espera para internação, transferências externas e satisfação de nossos clientes pacientes e clientes médicos. “

Alexandra Reis – Gerente Operacional da AACD
Vice Presidente da Sociedade Brasileira de Hotelaria Hospitalar

Citou também Boeger:

“O giro de leitos, seria mais eficiente se as altas fossem dadas antes das 10 horas.

Os equipamentos da assistência fossem retirados do quarto de imediato, para iniciar a terminal e os utensílios existentes no quarto fossem rapidamente consertados.”

Marcelo Boeger Presidente da Sociedade Latino Americana de Hotelaria Hospitalar

Sócio Diretor da Hospitalidade Consultoria para Meios de Hospedagem.

Coordenador e Professor da Pós Hotelaria Hospitalar do Einstein

E por último, apresentou a definição de seu profissional de linha de frente, um plantonista que em sua simplicidade descreveu bem a questão:

“ Se o médico der alta cedo e o paciente for embora, liberamos a nossa parte o mais rápido possível, para higiene limpar e em seguida a rouparia arrumar…assim o leito é liberado para o próximo paciente.”

Celso Gonçalves – Plantonista do setor de
manutenção do Hospital Unimed

Na sequencia , Flávia expôs todas as áreas e atividades ligadas diretamente na Gestão de leitos, e fez um breve relato de cada uma:

  • Nutrição,
  • Estacionamento,
  • Controle de pragas,
  • portaria,
  • Higienização e resíduos
  • Governança,
  • Lavanderia,
  • Recepção,
  • Manutenção…

Ainda nesta descrição, salientou que para o bem estar e segurança do paciente, o processo de gestão de leitos tem que estar bem integrado com os seguintes profissionais diferentes no Hospital:

  • Nutrição,
  • Administração,
  • Serviço de Higienização,
  • Governança,
  • Lavanderia,
  • Manutenção,
  • Enfermagem,
  • Equipe médica,
  • Recepção,

Depois falou um pouco sobre o processo em si:

Processo de gestão de leitos

fluxoliberacao

Flávia, também mostrou o fluxo de liberação da Unidade de internação.ou

 

Baseado na figura ao lado, demonstrou a sequencia de atividades deste fluxo.

Que se inicia na recepção, que aciona Higiene, que antes de liberar realiza um checklist.

Sendo:

Checklist ok: Leito liberado

Checklist não ok: encaminha para providencias (Higiene ou Estrutura).

Anomalia resolvida: volta ao checklist .

Não resolvida: segue interdição do leito.

Flávia então entrou em detalhes de suas atividades na busca da melhoria continua em sua gestão de leitos.  Detalhou as ações, atividades e conquistas, explicando ponto a ponto a lista a seguir:

  • Ênfase no foco no cliente e maior envolvimento da alta direção
  • Ter Política de Gestão de Leitos
  • Ter Procedimentos descritos e estruturados
  • Informação confiável
  • Melhorar a interação e a comunicação das equipes
  • Ponto de partida em 2013…
  • Início do stand up final de 2014
  • Nova rodada de melhorias nos processos em 2015
  • Janeiro de 2016 – ONA I
  • Melhor apuração dos dados e ações de melhorias
  • Recertificação do Selo ONA I – 2017
  • Início da criação da Comissão de Gestão de Leitos – 2018
  • Medir, avaliar, discutir dados, indicadores e ações.

Flávia ainda detalhou o que cada área colaborou para o processo de Gestão de leitos:

Enfermagem:

  • Maior Envolvimento da equipe de enfermagem
  • Boletim três vezes em 24 horas do Pronto Atendimento
  • Boletim diário dos setores fechados
  • Definição de leitos / distribuição de Pacientes junto a equipe da internação
  • Envolvimento nos fluxos e criação de novos processos
  • Planos de ação para melhoria contínua
  • Plano de alta
  • Comunicação / orientação aos pacientes e familiares
  • Gerenciamento de leitos de pacientes de longa permanência – Interface com SCIH

Manutenção:

  • Envolvimento quanto a liberação das acomodações
  • Realização do Checklist de inspeção estrutural
  • Mensurar os subtempos referentes a manutenção imediata
  • Mensurar o subtempo referente a interdição da acomodação

Recepção:

  • Definição de prioridades
  • Cancelamento/Liberação do Mapa Cirúrgico
  • Protocolo de agendamento de cirurgias
  • Boletim duas vezes em 24h informando os leitos disponíveis
  • Treinamento
  • Procedimentos
  • Interação com o SCIH – Avaliando os Pacientes em Precaução
  • Equipe Pró ativa

Rouparia:

Mensageiro / Auxiliar de Hotelaria

  • Condução do cliente ao leito “Check in”, ao centro cirúrgico. Sinalização do cliente na SU e apoio a esse paciente.
  • “Check out”
  • Condução de acompanhantes após alta de setores fechados.
  • Verificação diária das altas e previsões, alinhada a recepção, higienização e manutenção.

Camareira

  • Envolvimento com a equipe de higiene.
  • Maior interface com clientes internos e externo.
  • Retorno ao mensageiro.

Higienização:

  • Equipe orientada e pró ativa em relação a gestão de leitos.
  • Mudança no fluxo de liberação da UI.
  • Remanejamento da equipe de apoio para terminais.
  • Indicadores – Com análise crítica e planos de ação definidos.
  • Auxílio do papel – Lançamento dos dados em Excel e a geração desses dados.
  • Melhoria na comunicação

Cafés literários:

Como uma das atividades de engajamento, Flávia citou eventos internos com seus colaboradores, onde eles eram convidados para um café onde trocavam idéias de melhorias e coletava oportunidades a serem exploradas: A seguir fotos dos últimos cafés literários (2017/18):

Considerações finais da palestra:

A gestão adequada de leitos é um processo crítico para a garantia da sustentabilidade de qualquer Instituição hospitalar.

O desconhecimento do perfil assistencial/epidemiológico da Instituição, o pouco giro de leitos, o tempo médio de permanência alto, a super ocupação e consequente falta de leitos são problemas ainda muito comuns na maioria dos hospitais, trazendo como consequência o aumento do risco assistencial, a insatisfação dos clientes, sobrecarga e estresse para os funcionários e a perda financeira quando um leito fica parado.

O Gerenciamento de leitos é um processo complexo, e de responsabilidade multidisciplinar (Hotelaria, Administração, Médico, Enfermagem, Nutrição, etc).

e por final mostrou o,

resultado de uma pesquisa de satisfação:

recomendacaounimed

Flávia disponibilizou  para download a apresentação na integra a qual utilizou.

Contém além das informações do post, os resultados conquistados.