Impacto da Higienização Hospitalar no controle de infecção Hospitalar

A higienização hospitalar tem um grande impacto na prevenção e controle dos fatores exógenos que contribuem para a infecção hospitalar. Uma limpeza e desinfecção adequadas dos ambientes hospitalares e equipamentos médicos e odontológicos ajudam a reduzir a carga microbiana no ambiente, prevenindo a transmissão de microrganismos patogênicos aos pacientes.

A higienização hospitalar deve ser realizada com base em protocolos e diretrizes específicas, que incluem o uso de desinfetantes apropriados para cada superfície ou equipamento, a utilização de equipamentos de proteção individual (EPIs) pelos profissionais responsáveis pela limpeza, e a limpeza e desinfecção regular dos equipamentos e superfícies que entram em contato com os pacientes.

Além disso, a higienização das mãos é uma das medidas mais importantes para prevenção e controle de infecções hospitalares, uma vez que as mãos são uma das principais fontes de transmissão de microrganismos entre os pacientes e profissionais de saúde. Os profissionais de saúde devem adotar as medidas adequadas de higiene das mãos, incluindo a lavagem com água e sabão ou a utilização de soluções alcoólicas, em momentos específicos, como antes e após o contato com cada paciente, antes e após a realização de procedimentos invasivos, e após a remoção de EPIs.

Portanto, a higienização hospitalar é uma medida essencial para a prevenção e controle de infecções hospitalares causadas por fatores exógenos. A adoção de práticas seguras e eficazes de higienização contribui para um ambiente hospitalar mais seguro, reduzindo a incidência de infecções nos pacientes e protegendo a saúde dos profissionais de saúde.

Fatores Exógenos na infecção Hospitalar

Os fatores exógenos na infecção hospitalar são aqueles que vêm do ambiente externo ao paciente, como objetos, equipamentos, superfícies, outros pacientes e profissionais de saúde. Esses fatores podem contribuir para a transmissão de microrganismos patogênicos, que podem causar infecções nos pacientes vulneráveis.

Alguns exemplos de fatores exógenos que podem contribuir para a infecção hospitalar são:

  1. Equipamentos médicos e odontológicos: Equipamentos médicos e odontológicos, como respiradores, monitores, ventiladores, sondas, cateteres, e outros, podem ser uma fonte de infecção hospitalar se não forem devidamente higienizados ou esterilizados.
  2. Superfícies: Superfícies, como mesas, balcões, maçanetas, interruptores, podem estar contaminadas com microrganismos e, se não forem higienizadas regularmente, podem contribuir para a transmissão de infecções.
  3. Outros pacientes: Pacientes hospitalizados podem ser portadores de microrganismos patogênicos, especialmente aqueles em unidades de terapia intensiva, e podem transmitir esses microrganismos para outros pacientes se não forem tomadas medidas adequadas de prevenção e controle de infecções.
  4. Profissionais de saúde: Profissionais de saúde podem transmitir microrganismos patogênicos aos pacientes se não adotarem as medidas adequadas de higiene das mãos, uso de equipamentos de proteção individual e higienização de equipamentos e superfícies.
  5. Visitantes: Visitantes podem contribuir para a transmissão de microrganismos patogênicos se não forem orientados sobre as medidas de prevenção e controle de infecções, como higienização das mãos e uso de equipamentos de proteção individual.

É importante que as medidas de prevenção e controle de infecções sejam implementadas e seguidas para reduzir a incidência de infecções hospitalares causadas por fatores exógenos. Isso inclui a higienização adequada de equipamentos, superfícies e mãos, além de medidas específicas de prevenção e controle de infecções em pacientes infectados ou colonizados por microrganismos patogênicos.

Como nossas soluções ajudam ?

Já postamos aqui no Blog o Post: Como o Voice Leitos também ajuda a CCIH nele citamos o uso do Voice Leitos no gerenciamento de vistorias ou testes de infecções simuladas.

Temos também um projeto de Pesquisa Científica em andamento com o tema:

PESQUISA PARA PREVENÇÃO DE INFECÇÃO HOSPITALAR NA GESTÃO DA SAÚDE PÚBLICA 4.0

E neste projeto, atuamos diretamente nos fatores exógenos na infecção hospitalar.

Segue breve apresentação de nosso projeto de pesquisa














					

O Voice Leitos tem indicador de eficiência da Higiene Hospitalar por Metro quadrado.

A eficiência por metro quadrado é um indicador importante na higiene hospitalar, pois um ambiente limpo e higienizado é essencial para prevenir a propagação de infecções hospitalares e manter a segurança dos pacientes e profissionais de saúde.

O índice de eficiência por metro quadrado mede a quantidade de limpeza e desinfecção realizada em uma determinada área ou superfície em relação à sua área total. Esse indicador permite avaliar a eficácia do processo de limpeza e desinfecção, garantindo que todas as áreas críticas e de alto contato sejam limpas e desinfetadas de forma adequada.

Uma limpeza inadequada ou insuficiente pode resultar na presença de microrganismos patogênicos, como bactérias, vírus e fungos, que podem causar infecções nos pacientes, especialmente aqueles com sistema imunológico comprometido. Além disso, a presença de sujidades e detritos pode comprometer a eficácia dos desinfetantes utilizados.

Portanto, a eficiência por metro quadrado é um indicador importante na higiene hospitalar, pois garante a prevenção e controle de infecções hospitalares, aumentando a segurança e qualidade do atendimento prestado aos pacientes.

A quantidade de metros quadrados que um profissional higienizador é capaz de limpar por dia pode variar bastante, dependendo de vários fatores, como o tipo de ambiente a ser limpo, a quantidade de equipamentos e móveis presentes no ambiente, o tipo de material e superfície a ser limpa, a frequência de limpeza necessária, entre outros fatores.

No entanto, para fornecer uma orientação geral, a ISSA, a associação internacional da indústria de limpeza, sugere que um profissional higienizador possa limpar de 1.500 a 2.500 metros quadrados por turno de trabalho de 8 horas em ambientes de escritório. Já em ambientes mais complexos, como hospitais ou escolas, a ISSA sugere uma taxa de 450 a 600 metros quadrados por turno de 8 horas.

É importante lembrar que essas são apenas orientações gerais e que a quantidade de metros quadrados que um profissional higienizador pode limpar por dia pode variar dependendo das condições específicas de cada ambiente de trabalho. É sempre recomendável avaliar cuidadosamente as necessidades de limpeza de cada ambiente específico e ajustar a carga de trabalho de acordo com essas necessidades.

A quantidade média de higienizador por metro quadrado que é considerada eficiente em hospitais pode variar de acordo com o tipo de superfície a ser limpa e o tipo de desinfetante utilizado.

Existem alguns estudos que avaliam a produtividade dos trabalhadores que realizam a limpeza e desinfecção de ambientes de assistência médica, incluindo a quantidade de metros quadrados que cada trabalhador é capaz de higienizar em um determinado período de tempo.

Por exemplo, um estudo publicado no American Journal of Infection Control em 2017 avaliou a eficácia e a produtividade de diferentes estratégias de limpeza em hospitais. O estudo incluiu a medição da quantidade de metros quadrados que cada profissional de limpeza foi capaz de higienizar em uma hora. Os resultados mostraram que a produtividade variou significativamente entre as diferentes estratégias de limpeza testadas, com algumas estratégias resultando em uma produtividade significativamente maior do que outras.

No Voice Leitos, temos a medição das áreas higienizadas por metragem.

Podemos ter a medição de quantos metros quadrados são higienizados nos Leitos (tanto terminais, concorrentes ou avulsas) assim como nas áreas comuns. Inclusive há diversos filtros para análises mais profundas.

Ao lado temos um print, de um gráfico em modo ranking mostrando a metragem de cada colaboradora do time da Higiene.

Já na figura seguinte, temos uma amostra de como é possível ordenar dinamicamente uma lista de colaboradoras por nome, ou por quantidade de higienes ou por metro quadrado.

Algumas análises poderão ser mais justas, no exemplo acima a colaboradora com mais locais (com 35) na ordenação que está na tela (por metragem) fica apenas em terceira.

Assim como a segunda com mais locais (com 31), na ordenação por metragem fica apenas em sexto.

As duas situações são 2 exemplos bem simples. Esta é a vantagem de incluir a métrica adicional. Não deixe que desequilíbrios prejudiquem sua produtividade

Com esta métrica, poderemos ter no futuro uma referencia das atividades de Higiene nos Hospitais Brasileiros.

ISSA (International Sanitary Supply Association)

A ISSA é a associação internacional da indústria de limpeza, que representa empresas de fabricação, distribuição, serviço e usuários finais de produtos e serviços relacionados à limpeza e higienização. No site da ISSA, é possível encontrar informações sobre a associação, seus membros

No Brasil ?

no Brasil existe a Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional (Abralimp), que é uma associação sem fins lucrativos que representa as empresas do setor de limpeza profissional no país. A Abralimp tem como objetivo promover o desenvolvimento do setor de limpeza profissional no Brasil, além de oferecer informações, capacitação e suporte aos seus associados.

A Abralimp foi fundada em 1985 e atualmente conta com mais de 200 associados, incluindo empresas de limpeza e higiene, fabricantes de equipamentos e produtos de limpeza, distribuidores, entre outros profissionais do setor. O site oficial da Abralimp é www.abralimp.org.br e oferece informações sobre a associação, eventos, cursos de capacitação, notícias e outras informações relevantes para o setor de limpeza profissional no Brasil.

Mais de 5 Milhões de transportes realizados

O Voice Transporte ultrapassou a marca de mais de 5 milhões de transportes realizados, e a com os novos projetos implantados recentemente, a previsão é que este número deve dobrar até o final do Ano.

Ter um transporte de pacientes eficiente em um hospital é de extrema importância, pois pode fazer a diferença entre a vida e a morte de um paciente. Um transporte eficiente pode garantir que os pacientes sejam transferidos com segurança e rapidez de uma área para outra do hospital, sem causar qualquer desconforto ou atraso na assistência médica.

Os hospitais geralmente têm diferentes áreas de tratamento, como emergência, UTI, centro cirúrgico, laboratório e radiologia. Cada uma dessas áreas tem necessidades específicas de transporte de pacientes, e a falta de um sistema eficiente pode resultar em atrasos no atendimento e na realização de exames, bem como na transferência tardia para outras áreas do hospital.

Um transporte de pacientes eficiente também ajuda a melhorar a qualidade do atendimento ao paciente, permitindo que os profissionais de saúde tenham acesso rápido e seguro aos pacientes, independentemente da sua localização no hospital. Isso pode ser especialmente crítico em casos de emergência, quando minutos ou segundos podem fazer a diferença na vida de um paciente.

Além disso, um transporte de pacientes eficiente pode ajudar a reduzir o risco de lesões durante a transferência, tanto para os pacientes quanto para os profissionais de saúde. Um sistema adequado de transporte de pacientes também pode melhorar a eficiência operacional do hospital, permitindo que o pessoal médico se concentre em fornecer o melhor atendimento possível aos pacientes.

Em resumo, ter um transporte de pacientes eficiente em um hospital é fundamental para garantir a segurança e a qualidade do atendimento médico prestado aos pacientes. Isso pode ajudar a salvar vidas, prevenir lesões e melhorar a eficiência operacional do hospital como um todo.

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Quanto custa um leito hospitalar ocioso ?

Hoje vamos falar sobre a questão dos leitos hospitalares ociosos e o impacto negativo que isso pode ter em um hospital.

Foto por Timothy Huliselan em Pexels.com

A ociosidade de leitos pode ser muito prejudicial para o financeiro de uma instituição. Isso porque há diversos custos fixos que precisam ser pagos independentemente da utilização dos leitos, como as contas de energia elétrica, água, telefone, internet, além dos salários e benefícios dos funcionários e os custos com equipamentos médicos, medicamentos, insumos e materiais médicos.

Além disso, a ociosidade de leitos pode gerar perda de receita, uma vez que o hospital deixa de atender pacientes e realizar procedimentos que poderiam gerar lucro. Isso pode comprometer ainda mais o financeiro da instituição.

Outro impacto negativo da ociosidade de leitos é a redução da eficiência operacional. Quando os leitos estão desocupados, o hospital perde a oportunidade de realizar um maior número de atendimentos e procedimentos médicos, o que pode afetar a qualidade do serviço prestado aos pacientes.

Por isso, é importante que os hospitais busquem estratégias para minimizar a ociosidade dos leitos, como uma melhor gestão de fluxo de pacientes, uma avaliação mais precisa da demanda por leitos, ou outras medidas que possam ajudar a otimizar o uso desses recursos.

Em resumo, a ociosidade de leitos hospitalares pode representar um impacto negativo significativo para o financeiro e a eficiência operacional de um hospital, sendo essencial que a instituição encontre soluções para garantir uma melhor utilização desses recursos.

A importância do Giro de leito eficiente

A eficiência operacional de um hospital é fundamental para garantir a qualidade do atendimento prestado aos pacientes. Entre os fatores que influenciam diretamente nessa eficiência, está a gestão de leitos. Um giro de leito eficiente pode ser a chave para reduzir os custos hospitalares, garantir o fluxo de atendimento e a satisfação dos pacientes.

Quando um leito fica ocioso por muito tempo, o hospital perde oportunidades de atender novos pacientes, o que pode gerar prejuízos financeiros. Além disso, a demora no processo de alta dos pacientes pode gerar um acúmulo de demanda por leitos, prejudicando o fluxo de atendimento e aumentando o tempo de espera para os pacientes que precisam ser internados.

Por outro lado, um giro de leito eficiente permite que os pacientes tenham acesso aos leitos rapidamente, reduzindo o tempo de espera e garantindo um atendimento mais ágil e eficiente. Isso pode aumentar a satisfação dos pacientes e a qualidade do serviço prestado pelo hospital.

Uma gestão de leitos eficiente também pode contribuir para a redução das taxas de infecção hospitalar, já que os leitos são desinfetados e preparados para receber novos pacientes mais rapidamente. Além disso, a rotatividade dos leitos também pode facilitar a manutenção e reparo dos equipamentos médicos, sem interromper o fluxo de atendimento aos pacientes.

Para garantir um giro de leito eficiente, os hospitais precisam adotar uma gestão eficiente do fluxo de pacientes, incluindo uma avaliação precisa da demanda por leitos e um planejamento adequado para as altas e transferências dos pacientes. Além disso, a comunicação entre os setores do hospital, como o pronto-socorro e as unidades de internação, deve ser clara e eficiente, para garantir que os leitos sejam ocupados de forma rápida e adequada.

Em resumo, um giro de leito eficiente é fundamental para garantir a qualidade do atendimento em um hospital, reduzir os custos e aumentar a satisfação dos pacientes. Por isso, é importante que as instituições de saúde invistam em uma gestão eficiente de leitos, buscando sempre a melhoria contínua dos processos e a satisfação dos pacientes.

Conheça o Voice Leitos ! è com ele que centenas de Hospitais gerenciam bem seus leitos hospitalares.

Simpósio de Lavanderia Hospitalar – Edição: Rio de Janeiro – 31 de Março de 2023

O gerenciamento de enxoval é um dos grandes desafios, atualmente, em Instituições de Saúde. O enxoval é indispensável na rotina hospitalar e de extrema importância na experiência do cliente de saúde.

É necessário entender cada vez mais sobre o assunto para otimizar seu uso, proporcionar qualidade ao cliente e evitar custos desnecessários.

O Simpósio de Lavanderia Hospitalar irá levar ao público discussões importantes e necessárias sobre: dimensionamento de enxoval, tipos de tecidos e manchas, evasão e desgaste, papéis e responsabilidades, fluxos e processos, indicadores, terceirização do serviço, locação de enxoval, a relação camareira e enxoval, inovações na área além de campanhas educacionais que o participante poderá utilizar dentro da sua Instituição.

Para isso, o evento irá contar com profissionais de excelência na área.

O evento terá a participação de até 250 pessoas. Será um marco para a área no Rio de Janeiro. O Centro de Convenções fica no mesmo complexo do Shopping Nova América que conta com Hotéis, Shopping, Restaurantes e Bares como a Rua do Rio … é um espaço completo para quem virá de longe.

Inscrições

*As vagas são limitadas.

*Investimento:
1 lote – R$ 100,00 à vista ou 2x R$ 50,00 no cartão de crédito até o dia 24/03/2023. 
2 lote R$ 250,00 à vista ou 2x R$ 125,00 no cartão de crédito do dia 25/03/2023 até do dia 31/03/23.

*O ingresso inclui: 
– Ciclo de palestras de manhã e à tarde;
– Café de Boas Vindas, Coffee Break manhã, Coffee Break tarde;
– Emissão de Certificado de participação.

*Dia: 31/03/23 *Horário: Das 09h às 18h

Local:

Centro de Convenções Nova América

Av. Pastor Martin Luther King Jr., 126 Shopping Nova América – Del Castilho – Rio de Janeiro/RJ

Telefonia Dect em Hospitais

Falar de telefonia em ambientes hospitalares é um assunto interessante, pois esse é um tipo de cenário que exige comunicação eficiente, mas é sensível a ruídos e a interferências de outros maquinários 🤔

Como resolver esse quebra-cabeça?

 Benefícios para ambientes hospitalares

  • Tem proteção para evitar interferências em relação aos equipamentos eletromagnéticos
  • Telefone portátil possui extensa cobertura, o que permite trafegar nas mais diversas áreas do hospital garantindo a disponibilidade da chamada
  • A tecnologia possui cancelamento de ruído, melhorando a qualidade da ligações
  • É resistente a água devido ao grau de proteção IP65
  • Possui bateria de longa duração para suportar vários plantões

O DECT é para a telefonia, o que é o Wi-Fi é para a internet!


O protocolo DECT foi feito para entregar voz. E o Wi-Fi para entregar dados. Por isso, ele se tornou tão eficiente em sistemas de telefonia full HD, sem qualquer interferência! Bacana, né?

A telefonia DECT (Digital Enhanced Cordless Telecommunications) é frequentemente utilizada em hospitais para comunicações internas e externas. Os telefones DECT são sem fio e possuem uma tecnologia que reduz as interferências e ruídos, além de possuir uma maior capacidade de alcance em relação aos telefones convencionais.

Nos hospitais, a telefonia DECT é amplamente utilizada por equipes médicas e de enfermagem para se comunicar rapidamente e de forma eficiente entre si, permitindo uma melhor coordenação dos cuidados e uma resposta mais rápida em caso de emergência. Além disso, a telefonia DECT também é utilizada para permitir que os pacientes se comuniquem com as equipes de atendimento, facilitando a solicitação de ajuda quando necessário.

Utilizamos a telefonia DECT em diversas soluções como:

Acreditação Hospitalar

Define-se Acreditação como um sistema de avaliação e certificação da qualidade de serviços de saúde.

Tem um caráter eminentemente educativo, voltado para a melhoria contínua, sem finalidade de fiscalização ou controle oficial/governamental, não devendo ser confundida com os procedimentos de licenciamento e ações típicas de Estado.

O processo acreditação é pautado por três princípios fundamentais:

  • é voluntário, feito por escolha da organização de saúde;
  • é periódico, com avaliação das organizações de saúde para certificação e durante o período de validade do certificado;
  • é reservado, ou seja, as informações coletadas em cada organização de saúde no processo de avaliação não são divulgadas.

O que é a acreditação?

A acreditação é um processo de revisão que permite que as organizações de saúde demonstrem sua capacidade de atender aos requisitos e padrões regulamentares estabelecidos por uma organização de acreditação reconhecida. A acreditação reflete a dedicação e comprometimento de uma agência para atender aos padrões que demonstram um maior nível de desempenho e atendimento ao paciente. Os padrões de credenciamento foram criados por especialistas da indústria com as necessidades dos clientes em mente.

Líderes de programas de garantia de qualidade devem ser capazes de gerar interesse e compromisso sem sobrecarregar o pessoal clínico e administrativo com uma atividade na qual eles não entendem nem acreditam.

A acreditação hospitalar foi definida como:

“Uma autoavaliação e um processo de avaliação por pares externo usado pelas organizações de cuidados de saúde para avaliar com precisão seu nível de desempenho em relação aos padrões estabelecidos e implementar maneiras de melhorar continuamente”.

Os sistemas de garantia de qualidade do hospital são sistemas de controle operacional destinado a cumprir expectativas específicas para o tratamento de pacientes.

Por que a acreditação?

Os clínicos costumavam ter uma grande autonomia em suas práticas. Os mecanismos de monitoramento e garantia da qualidade dos cuidados prestados tenderam a se basear na avaliação interna por pares. O tempo, no entanto, arruinou grande parte da cortina da mística profissional. A mudança do ambiente de cuidados de saúde com as orientações revisadas de acreditação hospitalar afiou a preocupação da equipe hospitalar clínica e administrativa para avaliar a qualidade dos cuidados que eles fornecem.

Os clínicos agora veem os padrões de acreditação como um quadro pelo qual os processos organizacionais serão melhorados e seus pacientes receberão melhores cuidados. Médicos e administradores agora devem enfrentar o desafio de estabelecer sistemas abrangentes e vigorosos de garantia de qualidade e aprender a evitar as armadilhas que impedem a implementação de tais sistemas. A garantia de qualidade é um processo muito simples que trata de encontrar problemas e corrigi-los.

Uma definição abrangente de cuidados de saúde de qualidade seria:

“O resultado alcançável ideal para cada paciente, evitando complicações induzidas pelo médico e atenção às necessidades do paciente e da família, de maneira econômica e razoavelmente documentada”.

Qual a importância da acreditação nos hospitais?

Os hospitais credenciados oferecem maior qualidade de atendimento aos seus pacientes. O credenciamento também oferece uma vantagem competitiva no setor de cuidados de saúde e fortalece a confiança da comunidade na qualidade e segurança dos cuidados, tratamento e serviços. No geral, melhora a gestão de riscos e ajuda a organizar e fortalecer os esforços de segurança do paciente, criando uma cultura de segurança do paciente.

Não só aumenta a educação e desenvolvimento do pessoal, mas também avalia todos os aspectos da gestão e fornece educação sobre boas práticas para melhorar as operações comerciais. A acreditação internacional, como a da Joint Commission International (JCI), uma organização sem fins lucrativos que faz parte da Comissão Conjunta de Credenciamento de Organizações de Saúde – também conhecido como JCAHO ou The Joint Commission – foi fundada no final da década de 1990 para pesquisar hospitais fora dos Estados Unidos Estados.

Poucos programas de acreditação de qualidade para hospitais

Existem vários padrões de qualidade, no entanto, há poucos nos quais os hospitais são comumente acreditados. Há a acreditação pela JCI e pelo padrão da National Accreditation Board for Hospitals and Healthcare providers (NABH) – parte do Conselho da Qualidade da Índia. Também há conformidade com os Critérios Baldrige para Excelência de Desempenho e inscrição na ISO 9001 – “Sistemas de Gerenciamento de Qualidade – Requisitos”, da Organização Internacional de Padronização (ISO). Além disso, há também a acreditação departamental, como o National Accreditation Board for Testing and Calibration Laboratories (NABL).

Qual a diferença entre os padrões de acreditação?

O padrão ISO 9001 é mais orientado por processos e é melhor para departamentos de administrativos, como contabilidade, recursos humanos, etc., enquanto a NABH e a JCI são padrões orientados clinicamente que afetam diretamente o atendimento ao paciente.

Os padrões de acreditação (NABH e JCI): são padrões centrados no paciente e relacionados ao fornecimento de:

  • Acesso aos cuidados e continuidade dos cuidados
  • Direitos do paciente e da família – direitos e educação dos pacientes
  • Educação para o paciente e a família
  • Avaliação de pacientes – gerenciamento de medicação
  • Cuidados com os pacientes

Organização de cuidados de saúde e padrões de gestão são funções relacionadas com a prestação de uma organização segura, eficaz e bem gerida. São exemplos:

  • Melhoria da qualidade e segurança do paciente
  • Prevenção e controle da infecção hospitalar
  • Governança, liderança e direção – responsabilidades da administração
  • Gerenciamento de instalações e segurança
  • Qualificações e educação do pessoal – gestão de recursos humanos
  • Gerenciamento do sistema de gerenciamento de informações e informações

Como é o processo de acreditação?

Comece o processo de acreditação por meio da educação: educar os líderes e os gerentes e explicar os benefícios, vantagens, processo, cronograma, etc., da acreditação

Avalie a situação atual: use avaliadores (consultores internos ou externos) para uma avaliação de forma crítica e objetiva de cada área. Eles conduzirão uma avaliação detalhada da adesão atual da organização aos padrões, por meio de cada elemento mensurável. Pontuação como “Atende”, “Parcialmente Atendido” ou “Não Atende” serão atribuídas juntamente com recomendações específicas. Também serão coletados e analisados dados de qualidade conforme exigido pelos padrões de monitoramento de qualidade (por exemplo, erros de medicação, taxas de infecção associadas ao hospital, uso de antibióticos, complicações cirúrgicas, etc.). Isso estabelece um sistema de monitoramento contínuo para coleta de dados (por exemplo, mensalmente, trimestralmente análise de dados) para identificar áreas problemáticas e rastrear o progresso na melhoria.

Planejamento de ação: usando os resultados da avaliação da condição atual, desenvolva um plano de ação detalhado começando primeiro com áreas prioritárias dos padrões principais. Responsabilidades, entregas e prazos devem ser atribuídos (por exemplo, revisar a política de consentimento informado, desenvolver uma nova declaração de consentimento informado, educar a equipe no próximo período de dois meses).

Atribuição de capítulo: procure por habilidades de gestão de pessoas, habilidades de gerenciamento de tempo e habilidades de construção de consenso e atribua supervisão de cada capítulo dos padrões a um champion ou líder respeitado que conduzirá os membros da equipe de todo o hospital e realizará o processo.

Políticas e procedimentos: Além de um plano de projeto geral, muitas vezes é útil compilar uma lista de todas as políticas e procedimentos necessários que precisarão de desenvolvimento e revisão. Continue a monitorar seu progresso no cumprimento dos padrões, como por meio de uma mini avaliação de cada capítulo em intervalos regulares (por exemplo, trimestralmente).

Pesquisa simulada final: Planeje uma “pesquisa simplificada” final, pelo menos, quatro a seis meses antes da data-alvo da pesquisa de acreditação. Use avaliadores (consultores internos ou externos) que não estiveram envolvidos na avaliação e preparação da acreditação. Olhe para a organização com um olho novo e objetivo. Planeje revisões finais e correções com base nos resultados da pesquisa final simulada.

Questionário final para acreditação

O sucesso de qualquer programa de garantia de qualidade depende quase inteiramente do compromisso e do interesse dos administradores, enfermeiros, pessoal paramédico e médicos. Líderes de programas de garantia de qualidade devem ser capazes de gerar interesse e compromisso sem sobrecarregar pessoal clínico e administrativo com uma atividade na qual eles não entendem nem acreditam. Isso ajudará a remover a garantia de qualidade de sua paralisia atual em alguns hospitais. A garantia de qualidade é ter sucesso em seu objetivo de identificar e corrigir problemas e melhorar a qualidade do atendimento ao paciente.

A acreditação hospitalar é constituída de um sistema de avaliação e certificação de qualidade de serviços de saúde através de um processo voluntário, periódico e reservado. Trata-se de um processo de avaliação de instituições prestadoras de serviços na área de saúde para verificação do cumprimento de requisitos criados para aperfeiçoar a segurança e qualidade no cuidado. Esse processo busca estimular uma melhoria contínua e sustentada dos processos nas instituições de saúde, através do emprego de padrões e de metas nacionais e internacionais de segurança do paciente.

Os princípios da acreditação hospitalar são pautados num caráter eminentemente educativo, métodos e técnicas que possam promover melhoria contínua dos processos.  Desta forma, a qualidade passa a ser integrada a cultura da instituição, com vista à  promoção das boas práticas nos processos do hospital,  trazendo como principais benefícios:

  • Segurança para os pacientes e profissionais
  • Qualidade da assistência
  • Promoção do trabalho em equipe
  • Melhora do clima organizacional
  • Monitoramento dos processos e resultados
  • Melhora do desempenho institucional
  • Caminho para a melhoria contínua

Transporte intra-hospitalar (TIH)

O transporte intra-hospitalar (TIH) refere-se ao deslocamento de pacientes dentro dos hospitais para a realização de exames, procedimentos cirúrgicos e transferências de unidades de baixa para alta complexidade ou vice-versa. 

O TIH dentro dos hospitais pode ser uma fonte importante de eventos adversos (EAs), principalmente para pacientes críticos. Nesses casos, não importa se a transferência é temporária (para a realização de um exame) ou de longo prazo (para uma nova unidade). Há riscos de traumas, complicações hemodinâmicas e de vias aéreas, além de outras alterações fisiológicas causadas por falhas de monitoramento, equipamentos e de comunicação entre setores. Por isso, os benefícios da movimentação do paciente devem ser maiores do que o potencial para danos. 

O ambiente organizacional, o uso inadequado ou a falta de tecnologia utilizada para o TIH no que se refere a aparelhos (bombas de infusão contínua, maca de transporte, monitores e dispositivos para o controle de sinais vitais e de gases sanguíneos) e a falta de comunicação entre os profissionais favorecem a ocorrência de erros e incidentes que podem agravar a situação clínica do paciente transportado.

O sucesso no TIH depende diretamente do planejamento e da atuação organizada da equipe multiprofissional, bem como da escolha de equipamentos adequados, que garantam a monitorização segura do paciente durante o deslocamento. Nesse âmbito, um aspecto importante no transporte do paciente é a comunicação prévia das informações necessárias entre a equipe que transporta o paciente e aquela que irá recepcioná-lo, de forma que não seja comprometida sua segurança e a continuidade dos cuidados de saúde seja reforçada.

Por essa razão, a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2004, criou o World Alliance for Patient Safety (Aliança Mundial para Segurança do Paciente) com o intuito de definir e identificar as prioridades no contexto da segurança do paciente, propondo medidas para reduzir os riscos e mitigar os EAs. O programa, composto por diversos países, busca definir questões prioritárias para a pesquisa na área de segurança do paciente que sejam de alta relevância para países em todos os níveis de desenvolvimento. Além disso, visa conscientizar e conquistar o compromisso político através de campanhas internacionais que reúnam recomendações destinadas a promover a segurança dos pacientes ao redor do mundo. 

Devido à importância do tema no cenário da saúde, em 2014, o Brasil instituiu o Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP) com o objetivo de qualificar o cuidado em todos os estabelecimentos de saúde do território nacional. 

O Voice Transporte

Nosso Sistema de Transporte, otimiza os processos de comunicação entre requisitante, central de transporte e transportadores, uma vez que as solicitações são registradas em sistema e disparadas de acordo com o disponibilidade visualizadas em tempo real. Dispensa o uso de planilhas em papel para controle e toda movimentação de pacientes, equipamentos ou insumos são coletados dados para geração de estatísticas e relatórios.

O transportador ou circulante é o colaborador responsável por levar o paciente de um lugar ao outro dentro das dependências do hospital, por exemplo, do pronto-socorro à sala de exames. Também são responsáveis por cuidados especiais com pacientes como mudança de decúbito e transporte de equipamentos e insumos.

Para que serve?

  • otimiza o fluxo operacional equipes
  • controlar fluxo de pessoas, pacientes e insumos
  • controlar prioridades e destinos nos transportes de equipamentos
  • controlar prioridades no transporte de pacientes graves
  • monitorar tempos de atividades dos transportadores
  • emissão de relatórios e estatísticas das equipe para medição de indicadores e aumento da qualidade
  • registro em sistema de todas as requisições de transporte

Como funciona?

O VOICE Transporte atua no gerenciamento e controle dos ramais móveis que estão de posse da equipe de transportadores.

Através do sistema web as requisições são solicitadas pela enfermagem e direcionadas à Central de Transportes, que por sua vez visualizam em tempo real a disponibilidade da equipe. 

Dependendo do Tipo de Movimentação, um fluxo é disparado* para os ramais móveis associados à atividade, perguntando e confirmando os passos do fluxo.

O QUE SÃO EVENTOS ADVERSOS (EAS)?

São incidentes ou circunstâncias que podem resultar ou que resultaram em dano desnecessário ao paciente.

Também podem ser definidos como toda ocorrência que resulta em dano não intencional ao usuário relacionado à saúde ou aos serviços fornecidos aos usuários. Há ainda riscos inerentes ao próprio transporte, os quais independem do tempo ou da distância percorrida, sobretudo a ausência de comunicação da equipe multidisciplinar envolvida e a falha de equipamentos.

EVIDÊNCIAS CLÍNICAS DO TIH

O transporte intra-hospitalar de pacientes críticos é uma rotina na maioria dos hospitais, sendo imprescindível que a garantia da segurança do paciente seja mantida durante todo o procedimento, pois envolve uma série de riscos. A razão básica para o transporte é a necessidade de cuidados adicionais não disponíveis no local onde o paciente se encontra, como a realização de testes diagnósticos, procedimentos terapêuticos ou transferência para outros setores ainda dentro do próprio ambiente hospitalar. A ocorrência de EAs nesse tipo de transporte varia de 30% a 80%, sendo as mais frequentes, as alterações da função cardiorrespiratória que resultam, principalmente, em instabilidade fisiológica com prejuízo na oxigenação tecidual. 

Estudos apontam que os principais EAs durante o transporte estão relacionados com: alterações do paciente (hemodinâmicas, respiratórias, neurológicas e gastrointestinais); relacionados à instituição (organização dos locais de partida e destino, realização precisa dos exames, dentre outros) e relacionados a equipamentos (desconexão, desposicionamento, oclusão, perda, tração dos dispositivos, extubação acidental, interrupção de drogas vasoativas, término de medicamentos, término da bateria, término do oxigênio e mau funcionamento dos equipamentos).

A falha dos equipamentos e dispositivos utilizados durante o transporte está entre os principais incidentes que interferem na segurança do paciente durante o transporte. Estudos mostram que, aproximadamente, 32 a 45% dos eventos ocorridos durante o deslocamento foram devido aos equipamentos e dispositivos utilizados, como perda da leitura do eletrocardiograma, falha do monitor, infiltração invertida do tecido subcutâneo e desconexão da infusão de drogas vasoativas e sedação. 

Já no que se refere aos equipamentos, o problema com alarmes e términos de bateria de monitores e bomba de infusão intravenosa contínua são os eventos mais prevalentes, ocorrendo também término do gás de oxigênio do cilindro e mau funcionamento do oxímetro de pulso. Um estudo mostrou que 60% desses eventos ocorreram em transportes eletivos, enquanto 40% aconteceram em emergenciais, demonstrando maior preparo e monitorização nas situações emergenciais e maior desatenção nas situações corriqueiras. Estar munido de materiais e equipamentos é uma forma segura de transportar os pacientes, pois durante o percurso podem apresentar intercorrências, precisando de rápida ação da equipe. Para isso, no momento do planejamento do transporte, é minimamente necessário, para monitorização adequada do paciente: monitor que apresenta os principais sinais vitais do paciente com qualidade. 

Todos os materiais de monitoramento devem estar em perfeito funcionamento, especialmente no que tange à bateria, a qual deve estar carregada o suficiente para cobrir todo o trajeto. É fundamental avaliar individualmente a necessidade do uso de materiais e equipamentos para o transporte de cada paciente, a fim de evitar a ausência ou falha no funcionamento.

Na literatura científica, os estudos que analisam a incidência geral de EAs decorrentes do TIH revelam números díspares, achado confirmado por dois estudos brasileiros. Em um dos estudos, publicado na Revista Brasileira de Terapia Intensiva (2019), 7,5% dos transportes de pacientes críticos registraram eventos clínicos (instabilidade hemodinâmica, insuficiência respiratória, alteração no nível de consciência) e 8% registraram eventos não-clínicos (falhas de comunicação, equipamentos, baterias).

Segundo a recomendação do American College of Critical Care Medicine, pelo conjunto de diretrizes elaborado em 2004, os pacientes críticos devem sempre ser transportados somente sob monitoramento contínuo.

Fontes:

 https://pebmed.com.br/transporte-intra-hospitalar-seguro-o-que-e-e-como-fazer/

Disponível em: https://www.segurancadopaciente.com.br/qualidade-assist/transporte-de-pacientes-intra-hospitalar-riscos-e-prevencao-de-eventos-adversos/

Disponível em: http://www.fhemig.mg.gov.br/index.php?preview=1&option=com_dropfiles&format=&task=frontfile.download&catid=1394&id=14439&Itemid=1000000000000

Disponível em: https://docs.bvsalud.org/biblioref/2019/12/1046436/8revisado-666-1499-1-ed.pdf

Disponível em: http://www.who.int/patientsafety/research/priorities

Veiga C, V et al. Adverse events during intrahospital transport of critically ill patients in a large hospitalRev Bras Ter Intensiva. 2019

Warren J et al. Guidelines for the inter- and intrahospital transport of critically ill patients. American College of Critical Care Medicine. Crit Care Med. 2004 Jan;32(1):256-62.

https://mahospitalar.com.br/noticia/carescape-one-seguranca-do-paciente-no-transporte-intra-hospitalar

O absenteísmo de pacientes em seus tratamentos, consultas e exames

O absenteísmo de pacientes em seus tratamentos, consultas e exames é um problema que pode comprometer a saúde e o bem-estar dos indivíduos, além de aumentar os custos do sistema de saúde. Dados mostram que cerca de 20% a 30% dos pacientes faltam às consultas marcadas, o que pode gerar atrasos no diagnóstico e no tratamento de doenças.

Uma das principais causas do absenteísmo é a falta de acesso aos serviços de saúde, especialmente para pessoas que moram em áreas remotas ou com pouca oferta de transporte público. Segundo um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 35 milhões de brasileiros vivem em áreas sem cobertura de serviços de saúde.

Outro fator que contribui para o absenteísmo é a falta de conscientização dos pacientes sobre a importância das consultas e dos tratamentos. Segundo uma pesquisa realizada pela empresa de tecnologia médica Philips, cerca de 25% dos pacientes não sabem como seguir corretamente as orientações dos médicos, o que pode levar a desistência ou a falta de comparecimento.

Além disso, problemas financeiros também são uma barreira para o comparecimento dos pacientes às consultas e tratamentos. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 44% dos brasileiros não têm acesso a planos de saúde privados e dependem exclusivamente do sistema público, o que pode limitar o acesso a alguns procedimentos.

Diante dessas questões, é importante que os gestores de saúde busquem soluções para reduzir o absenteísmo, como a oferta de serviços de transporte e a conscientização dos pacientes sobre a importância do acompanhamento médico regular. Além disso, medidas como a marcação de consultas via telefone ou aplicativos móveis podem facilitar o acesso dos pacientes aos serviços de saúde.

A muitos anos temos a solução de confirmação de consultas automatizada rodando em dezenas de Hospitais e Clínicas. Já ajudamos mais de 8 milhões de pacientes …

Ao lado segue print de troca de mensagens que tive com o Robô, confirmando minha consulta.

Um dos grandes problemas de centros médicos e laboratórios é o alto índice de absenteísmo de pacientes. Muitos esquecem da consulta ou erram a data e horário.

Isso tem um impacto enorme nas agendas dos médicos e também na parte financeira, pois recursos são alocados para o atendimento e o mesmo não acontece.

A ferramenta VoiceConfirma, também conhecida como VoiceBanner, visa aumentar o índice de comparecimento dos pacientes, realizando discagens automáticas baseadas na lista de agendamentos.

Nos últimos anos a utilização de troca de mensagens automatizadas por Whatsapp tem aumentado muito.

Impacto da Saúde na economia

A área da saúde é uma das mais importantes para a economia do Brasil. De acordo com dados do IBGE, o setor de saúde e serviços sociais representa cerca de 9% do PIB brasileiro. Já destacamos antes este impacto aqui no Blog.

Além disso, o mercado de saúde no Brasil é bastante diversificado e abrange diferentes segmentos, desde a produção de medicamentos e equipamentos médicos até a prestação de serviços de assistência à saúde. Isso gera empregos e movimenta a economia de diversas regiões do país.

Vale ressaltar também que o Brasil tem um sistema de saúde público, o Sistema Único de Saúde (SUS), que é considerado um dos maiores do mundo e atende a mais de 200 milhões de pessoas. O SUS é responsável por uma grande parte dos gastos com saúde no país, o que demonstra a importância desse setor para a sociedade e para a economia brasileira como um todo.

e o faturamento dos Hospitais ? qual é a relevância pra economia ?

Os hospitais são uma parte importante da indústria de saúde e desempenham um papel crucial na economia do Brasil. O faturamento dos hospitais no país é bastante expressivo, e segundo dados da ANAHP (Associação Nacional de Hospitais Privados), o faturamento dos hospitais privados no Brasil chegou a R$ 166 bilhões em 2019.

Esses valores geram um grande impacto na economia, uma vez que os hospitais empregam uma quantidade significativa de trabalhadores em diferentes áreas, como médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, pessoal administrativo, entre outros. Além disso, os hospitais movimentam o setor de serviços, uma vez que é comum que os pacientes e seus familiares consumam serviços de alimentação, transporte, hospedagem e outros serviços durante o período em que estão internados ou em tratamento.

Os hospitais também são responsáveis por movimentar a economia de diferentes regiões do país, especialmente as regiões em que a oferta de serviços de saúde é limitada. Isso ocorre porque os hospitais podem atrair pacientes de outras cidades e regiões, gerando assim um impacto positivo na economia local.

Por fim, é importante ressaltar que a qualidade dos serviços hospitalares pode afetar diretamente o desenvolvimento econômico do país. Uma boa qualidade de serviços de saúde pode atrair investimentos e empresas para o país, enquanto uma qualidade ruim pode afugentar investimentos e afetar negativamente o desenvolvimento econômico do país.

e referente a mão de obra de trabalho ? qual o impacto desta indústria em relação ao emprego no Brasil ?

A indústria da saúde é uma das maiores empregadoras do Brasil, com uma ampla variedade de ocupações e profissões. Segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), a área da saúde empregava cerca de 6,2 milhões de pessoas em 2018, o que correspondia a cerca de 7% da população ocupada no país naquele ano.

O setor de saúde emprega uma grande quantidade de profissionais altamente especializados, como médicos, enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, psicólogos, entre outros. Além disso, a indústria da saúde também gera empregos em áreas de apoio, como serviços administrativos, tecnologia da informação, segurança, manutenção e limpeza.

Ainda segundo o IPEA, a área da saúde é uma das que mais crescem em termos de geração de empregos no Brasil. Isso ocorre em parte porque a população brasileira está envelhecendo, o que aumenta a demanda por serviços de saúde. Além disso, a ampliação da cobertura de planos de saúde e a expansão do setor privado de saúde também contribuem para o aumento da oferta de empregos no setor.

Em resumo, a indústria da saúde tem um impacto significativo na economia e na geração de empregos no Brasil, com um grande número de profissionais altamente especializados e uma ampla variedade de oportunidades de trabalho.

comparando com outros países, como estamos ?

Comparando com outros países, a indústria da saúde no Brasil tem uma relevância econômica e empregatícia similar à de outros países de economias emergentes e em desenvolvimento, mas ainda está atrás dos países mais desenvolvidos.

Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), em 2019, o setor de saúde representou cerca de 9,8% do PIB do Brasil, o que é semelhante à média dos países da OCDE (9,7%), mas inferior a países como os Estados Unidos (16,9%), Alemanha (11,2%) e França (11,3%). No que diz respeito à geração de empregos, a área da saúde empregava cerca de 7% da população ocupada no Brasil em 2018, o que é semelhante à média dos países da OCDE (7,8%).

No entanto, apesar de o Brasil estar em uma posição intermediária em comparação com outros países, ainda há desafios significativos a serem enfrentados no setor de saúde no país, como a baixa cobertura de planos de saúde e a insuficiência de investimentos na infraestrutura de saúde pública. Além disso, há desigualdades regionais na oferta de serviços de saúde, com áreas rurais e remotas muitas vezes enfrentando carências significativas de serviços de saúde.

Em resumo, o setor de saúde no Brasil tem uma relevância econômica e empregatícia semelhante à de outros países de economias emergentes e em desenvolvimento, mas ainda há desafios a serem superados para que o país possa melhorar ainda mais a qualidade e a acessibilidade dos serviços de saúde oferecidos à população.