
Seminário de Hotelaria Hospitalar – Fortaleza (Ceará)
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Resposta


Por Marcelo Boeger* (repost da matéria da Revista Infra) Conteúdo publicado em 25 de março de 2019

As instituições hospitalares já conhecem os resultados da Síndrome de Burnout, na eficiência e na falta de humanização dos serviços, principalmente entre as equipes assistenciais. Ela caracteriza-se pela exaustão emocional, despersonalização e esgotamento gerado por forte estresse causado pela natureza do próprio trabalho que desempenha associado às condições em que suas atividades se desenvolvem.
O que poucos falam é sobre uma outra síndrome, que acomete as instituições de forma invisível e onerosa, a chamada “Síndrome de Boreout”, em que o colaborador não se identifica com aquilo que faz, atua mal e vagarosamente, apresentando resultados de baixo desempenho, usando seu tempo para assuntos pessoais – de forma discreta para garantir seu status quo, não ser identificado e manter a estabilidade de seu emprego, embora deteste as tarefas a serem desempenhadas -, quando possível, se escondendo atrás de reuniões intermináveis, comissões que o mantem longe de suas atividades originais e prefere atuar dentro das tarefas desenhadas sem metas e sem resultados claros ou mensuráveis.
O Boreout, pode ser caracterizado pelo sentimento de subutilização do colaborador, sua indiferença em relação aos resultados corporativos e enorme aborrecimento ao executar as tarefas de sua responsabilidade. As consequências são sempre sérias para a empresa. Pode afetar toda sua equipe de trabalho e até o cliente, devido à baixa produtividade, chegando em alguns casos mais extremos à sabotagem aos processos, atenção seletiva, absenteísmo e desumanização.
Alguns sintomas são clássicos: desânimo, depressão, ansiedade, tendências de isolamento, sensação de esgotamento físico e emocional, sabotagem ao processo, sofrimento e ansiedade diária antes de ir ao trabalho. A euforia em esperar diariamente o horário de fim da jornada e a escolha em não ser lembrado por sua liderança para realização de suas atividades, uma preguiça constante e a fuga de suas responsabilidades são facilmente identificáveis a um olhar mais atento.
Para reconhecer os sintomas e criar atividades mais desafiadoras e motivadoras, a liderança necessita mapear seus processos e criar parâmetros de mensuração de desempenho para que possa identificar baixa produtividade, problemas no ambiente de trabalho e tomar providências junto as suas equipes. São eles:
Reconhecer o clima existente entre todos e monitorar o desempenho individual de cada colaborador.
Criar um canal de comunicação entre os colaboradores e seus gestores ou mesmo com a área de Recursos Humanos (RH) pode ser um bom instrumento de captação e obtenção de informações sobre o clima organizacional. O RH pode, sem dúvida, ajudar na instrumentalização deste desempenho, mas este ainda é de responsabilidade da liderança imediata, que está junto, diariamente, de sua equipe e atua de forma direta.
Sensibilizar essas lideranças para os sintomas, suas causas e consequências pode ser útil para os resultados.
Ajudá-los a ter uma leitura do ambiente de trabalho, por meio de indicadores comportamentais pode ajudar a reconhecer estes problemas mais rapidamente para tomar providências, antes que sejam irreversíveis e se incorpore na cultura de toda uma equipe de trabalho.
Sentimento de baixo reconhecimento ou de não pertencimento são emblemáticos e um combustível excelente para que a Boreout exista. Quando a Boreout afeta profissionais de contato direto com o cliente, cuja atividade exige maior dedicação emocional e abnegação, normalmente os resultados são sentidos na avaliação do próprio cliente. Na área de Saúde, pode ser visto como aspectos de desumanização, baixo interesse nas atividades, morosidade na realização das tarefas e procrastinação.
A Boreout é resultado de um distanciamento do colaborador com o trabalho, por não ver mais sentido naquela ocupação, ou as vezes, pode acontecer por se sentir superqualificado para aquelas tarefas ou por não se identificar com aquilo que a empresa desenvolve ou produz – em suas metas e visões corporativas. Pode também se sentir pouco valorizado pelo baixo salário que recebe, quando comparado com o potencial que imagina ter, frustrando-se por ter que se submeter a atividades tão pouco desafiadoras.
O ICOS – Instituto Coalizão Saúde é formado por representantes da cadeia produtiva do setor de saúde e pretende contribuir, de forma propositiva e pluralista, para o debate e a busca de novos avanços na área, em resposta às demandas da população e às necessidades do país.
Dentre os diversos Relatórios propositivos, temos um focado na agenda de transformação da saúde. O arquivo está disponível:

A Fundação Vanzolini, instituição ligada à renomada Engenharia de Produção da Poli USP, traz, em eventos dos mais diversos formatos, convidados e parceiros para discussões sobre inovação, gestão, empreendedorismo e operações. Desenvolva habilidades essenciais para o futuro. Nós acreditamos no compartilhamento do conhecimento! http://www.vanzolini.org.br

O Hospital Monte Sinai (Juiz de Fora), já é usuário de nossa solução de gerenciamento de leitos há mais de 2 anos,
Após os primeiros ganhos operacionais que nosso sistema proporcionou, os profissionais de Hotelaria focaram em oportunidades que envolviam e engajavam outras áreas na melhoria do Giro do leito.
Segundo Saulo Moura, Supervisor de Hotelaria do Hospital, para poder ter este foco foi realizado a contratação de um profissional focado na melhoria dos processos. Com a chegada de Mila Vaccarini foi possível explorar as informações dos relatórios, visualizações e painéis on line.
Já estávamos com o trabalho do pessoal da Higiene e limpeza e camareiras com excelente desempenho, mas precisávamos evoluir em alguns gargalos que envolviam outros profissionais, e alguns destes nem sabiam o impacto que tinham no giro do leito.
Com o engajamento destes outros profissionais o trabalho da higiene e limpeza e camareiras teve uma maior exposição e um excelente resultado no Giro do leito.
Mila Vaccarini – Analista de Hotelaria
Assim as oportunidades e gargalos foram sendo explorados uma a uma.
O segredo do sucesso é envolver todos os personagens que compõem o giro do leito…
médicos, enfermeiros, internação, camareiras e profissionais de higiene e limpeza…
Saulo Moura – Supervisor de Hotelaria
Os primeiros profissionais incluídos neste engajamento foram da Enfermagem. O enfermeiro no momento que retira o paciente, dentro do próprio quarto pega o telefone e registra saída real do paciente. Assim o leito já entra na fila da limpeza terminal e os enfermeiros ganham um tempo extra para poder realizar os registros no sistema hospitalar, no caso deles o Totvs.
O engajamento da enfermagem é um dos fatores de maior impacto. Eles visualizam os leitos em alta médica e tem como meta agilizar a saída dos pacientes. Isso deu um dinamismo na rotatividade e giro dos leitos. Em todos os andares do Hospital há TVs com o painel do giro de leito.
Fica registrado e público para todos ! É público para todos os envolvidos desde a hora em que os Médicos já deram alta hospitalar e todos se enxergam no processo e em conhecem todas as fases.

Os executivos do Hospital (Diretores e Gerentes) em suas salas, tem acompanhamento on line do giro de leito.
Na foto ao lado temos um exemplo de como estes executivos acompanham:
Foi identificado que em alguns momentos, o gargalo no giro do leito era no momento da montagem do enxoval.

As camareiras subiam com um carrinho abastecido com os kits e quando estes acabavam tinham que se deslocar até a lavanderia para abastecer de novos kits.
Por motivos de controle o Hospital não optou por ter estoques satélites ou intermediários e optou por colocar um monitor do fluxo do giro de leito dentro da lavanderia (foto ao lado).
Assim o próprio pessoal da lavanderia acompanha on line o trabalho das Camareiras e quando elas vão chegando no limite de abastecimento eles mesmos sobem com um novo carrinho abastecido. Esse engajamento eliminou tempo precioso no giro de leito e deu ao Hospital um ganho muito expressivo.
Abaixo segue algumas fotos da lavanderia e a tela de acompanhamento on line.
Segundo Saulo, o trabalho da hotelaria está proporcionando reduções de custo e uma melhor eficiência.
Neste período o Hospital está em um processo de reforma e modernização das instalações. Antes do início das reformas, o Hospital estava com 160 apartamentos em operação, e eles não estavam conseguindo atender toda a demanda .
Após as ações de engajamento e aproveitamento das oportunidades, e com apenas 117 apartamentos operacionais, o Hospital está com uma eficiência muito maior. Mesmo com a redução dos leitos, foi mantido a média de cirurgias e o número total de internações aumentou (principalmente nas emergências).
A taxa de ocupação está entre 85 e 95% durante a semana com picos de 100% ao longo do dia
Saulo Moura – Supervisor de Hotelaria
Todo este trabalho foi realizado durante a entrega de novos recursos e instalações . Foi inaugurada a nova maternidade.
O Segundo e terceiro andares estão em reforma, estes somam 44 leitos e o ganho do giro de leito está garantindo ao Hospital a mesma capacidade de atendimento.

Referência para 150 municípios inclusive de outros estados, hoje, o Monte Sinai é um hospital moderno. Conceito máximo em estrutura física. Pioneiro em recursos avançados na área de diagnóstico e procedimentos médico-hospitalares.

A estrutura arquitetônica tem características marcantes. As áreas destinadas aos serviços de assistência à saúde e de apoio diagnóstico e terapia, atendem totalmente às normas técnicas para projetos de estabelecimentos de saúde. O prédio que abriga o setor de internação, dispõe de área de circulação exclusiva para visitantes, interligando todos os andares. Além de conforto aos visitantes, o modelo mantém privacidade para o trabalho de médicos e funcionários, que circulam por área de serviço exclusiva, minimizando riscos de infecção e agilizando o atendimento.



São 300 leitos, entre apartamentos, suítes e alojamentos conjuntos para atendimento a planos de enfermaria individualizados. Unidades de Terapia Intensiva Adulto e NeoNatal e Unidade Coronariana somando 53 leitos, o Hospital ainda conta com Emergência, com plantão nas especialidades de Clínica Médica, Ortopedia/Traumatologia, Pediatria e Cardiologia.

Pacientes e visitantes do atendimento eletivo passaram a ter acesso ao Hospital Monte Sinai pelo Lobby da portaria localizada na Avenida Presidente Itamar Franco (antiga Av. Independência).
O Lobby comporta o Sinai Conforto, o setor de admissão e check out. Uma cafeteria também compõe o espaço.
Quer saber mais do Hospital ? Veja o vídeo institucional deles:
A cadeia da saúde suplementar impulsionou o mercado de trabalho em 2018. Segundo o “Relatório de Emprego na Cadeira da Saúde Suplementar”, realizado pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), o setor criou 106,6 mil novas vagas de trabalho formal entre outubro do ano passado e o mesmo mês, em 2017.
Uma alta de 3,1%, passando a empregar 3,5 milhões de pessoas. Com isso, o segmento representa hoje 8,1% da força de trabalho empregada no país (43,5 milhões de pessoas). Saiba mais no site do IESS
O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma organização sem fins lucrativos que tem por objetivo promover e realizar estudos de aspectos conceituais e técnicos que sirvam de embasamento para implementação de políticas e introdução de melhores práticas voltadas para a saúde suplementar.
ROYAL PALM HOTELS & RESORTS INAUGURA MAIS UMA UNIDADE EM CAMPINAS
O Royal Palm Campinas, apresentou no último fim de semana o seu mais novo empreendimento: o Hotel Contemporâneo. De acordo com o grupo Royal Palm Hotel & Resorts, a ideia ao desenvolver o Hotel Contemporâneo era combinar o melhor de dois mundos: design e conforto com serviços na medida exata para quem procura a melhor relação custo-benefício. A diária no hotel varia de R$ 300 a R$ 500 e são 280 apartamentos disponíveis para o segmento de eventos.
Além disso, o hotel conta com restaurante de autosserviço, com capacidade de 250 lugares, que abre todos os dias para café da manhã, almoço e jantar – tanto para hóspedes como para participantes de todos eventos do complexo.

“É a peça que faltava em nosso complexo”,
define a diretora Comercial e Marketing, Ana Luiza Masagão.
Todo o complexo é controlado pelo sistema de gestão OCL-VOLUX.
“O fato de o OCL-VOLUX abranger todas as áreas do fluxo hoteleiro com seus diversos módulos de Front-Office e Back-office, possibilita que um empreendimento tão grandioso opere de maneira integrada, agilizando a tomada de decisões, mantendo os processos comerciais em plena sintonia com os processos operacionais e com os controles financeiros. Tanto os hóspedes e toda a operação dos hotéis envolvidos se beneficiam desta integração, seja nos processos de check-in e check-out, seja na área de contabilidade e financeiro. Tudo isso, sob a gestão do OCL-VOLUX, de ponta a ponta”,
explica Luiz Henrique Vecchio, CEO e founder da OCL.
Nosso Adviser Hotel , integra com o sistema OCL-Volux. Participamos do projeto através de nosso parceiro, o Telecamp . Assim como nos outros hotéis da rede. A Telecamp forneceu o Adviser Hotel junto com PABX Panasonic.
Este é mais um projeto fruto da parceria com Panasonic. No processo de venda a equipe da Panasonic deu todo o apoio e se envolveu diretamente para ajuda a Telecamp, este projeto é mais um exemplo de integração com panasonic.
Já postamos aqui no blog alguns cases de Hoteis os quais já integramos com o sistema OCL-Volux. A integração com Volux, segue nosso protocolo de comunicação padrão. Temos esta integração ativa em clientes desde 2007, e isso facilita muito a instalação devido a simplicidade das conexões.
Recentemente postamos aqui no Blog 2 projetos mais recentes integrados com o Volux na Rede Palm Hotels & Resorts.
Chic and basic é o conceito fundamental do Contemporâneo. Com apartamentos de 20 metros quadrados, dimensão considerada acima da média para a categoria, e padrão de qualidade Royal Palm em alimentação e amenidade, o novo empreendimento consegue reduzir os custos com serviço ao optar pelo conceito de auto-atendimento. No lobby, máquinas servem snacks, bebidas e outros produtos para o conforto do hóspede, embora o frigobar só disponha de água. O restaurante é self-service para café da manhã, almoço e jantar e o serviço de quarto não é 24 horas.
“O hotel foi desenvolvido dentro de serviços enxutos, que permitem tarifas mais agressivas. No lobby ficam as bebidas e comidas de conveniências 24 horas, escolhidas pelo próprio hóspede, permitindo que nos apartamentos haja apenas frigobar com águas”,
justifica a diretora de Vendas e Marketing, Ana Luiza Masagão.
A localização do hotel também é destaque por parte de seus idealizadores, já que basta atravessar a avenida Royal Palm para chegar ao primeiro empreendimento do grupo, o Royal Palm Plaza.
Fontes

Acontecerá o Forum de Hotelaria Hospitalar da SAHE – South America Health Exihbition no dia 14 de Março de 2019. Inscrições

A palestra inicial será do Professor Marcelo Boeger, Sobre o uso da tecnologia para capitação de equipes
Presidente da Sociedade Latino-Americana de Hotelaria Hospitalar (SLAHH) e consultor da Hospitalidade Consultoria
Na sequencia teremos a palestra :
Riscos e controles de rouparias e enxovais
a terceira palestra será:
GEstão de fluxo de paciente e Gerenciamento de leitos com :

Gerente Apoio Assistencial e Fluxo do Paciente
(H. I. A. Einstein)
Veja o cronograma completo:
